- Trump demitiu a procuradora-geral Pam Bondi do cargo nos EUA na quinta-feira, dia 2, após frustração com o desempenho e com a condução dos arquivos de Epstein.
- O presidente também teria ficado incomodado com a velocidade de Bondi para processar críticos que ele desejava enfrentar criminalmente.
- O vice-procurador-geral Todd Blanche ficará interinamente responsável pelo Departamento de Justiça.
- Bondi era defensora da agenda de Trump, mas enfrentou críticas sobre a divulgação de registros de Epstein e a gestão do material do caso.
- Parlamentares republicanos e aliados de Trump reagiram às ações, e Bondi deve depor perante o Comitê de Supervisão da Câmara em 14 de abril.
Donald Trump demitiu Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos EUA nesta quinta-feira (2). A decisão foi comunicada por uma autoridade da Casa Branca, após insatisfação com o desempenho de Bondi em investigações ligadas ao falecido Jeffrey Epstein. A saída ocorre no contexto de tensões internas no governo.
O presidente afirmou que Bondi seguirá para o setor privado. O Pretoria interino do DOJ será comandado pelo vice-procurador-geral Todd Blanche, antigo advogado pessoal de Trump, até a nomeação de um substituto permanente.
Bondi, ex-procuradora-geral da Flórida, teve atuação marcada pela defesa da agenda de Trump e pela redução de distâncias entre o DOJ e a Casa Branca. Críticas sobre a divulgação de arquivos de Epstein aumentaram a pressão sobre seu mandato.
A demissão também expõe uma reconfiguração na estratégia de defesa de Trump diante de investigações e aliados que defendem ações contra críticos. A exoneração de Bondi aconteceu pouco depois de demissão de outra autoridade sênior.
Bondi enfrentou debates sobre a divulgação de registros do caso Epstein, que envolvia ligações de Epstein com figuras públicas. Críticas apontaram para gerenciamento de informações e cronograma de publicação dos arquivos.
Durante audiências, Bondi contrariou parlamentares ao rebater críticas sem pedir desculpas. Em 2023, surgiram relatos sobre uma lista de clientes na análise de arquivos, que foram liberados em parte pelo DOJ e FBI.
Uma lei bipartidária aprovada em novembro ordenou a liberação de quase todo o conteúdo dos arquivos. A comissão de Supervisão da Câmara planeja ouvir Bondi em 14 de abril, segundo agenda dos republicanos.
A exoneração de Bondi marca a segunda saída de alto escalão do governo Trump em curto intervalo, após a demissão da secretária de Segurança Interna Kristi Noem em março. As mudanças sinalizam ajustes na condução judicial.
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