- Reino Unido realizou reuniões virtuais com mais de quarenta países para formar coalizão com o objetivo de reabrir o estreito de Hormuz; os EUA participaram ausentes.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que países dependentes do estreito resolvam a questão e afirmaram que “irã está praticamente devastada”, sugerindo que seria fácil.
- Desde o início do conflito com o Irã, forças iranianas assumiram o controle efetivo do estreito, que costuma permitir a passagem de um quinto do petróleo mundial; já foram registradas ao menos 23 ataques diretos a embarcações comerciais.
- As negociações não resultaram em soluções concretas; próximas discussões devem envolver planejadores militares, com eventuais fases destacadas para limpar minas e, depois, proteger navios.
- O Conselho de Segurança da ONU debate uma resolução patrocinada pelo Bahrein para autorizar o uso da força para reabrir o estreito; o presidente francês Emmanuel Macron questiona a viabilidade de abrir o Hormuz pela força, sugerindo coordenação com o Irã.
O Reino Unido realizou, nesta quinta-feira, talks virtuais para formar uma coalizão com o objetivo de explorar formas de reabrir o Estreito de Hormuz. Representantes de mais de 40 países participaram, destacando a determinação internacional para manter a passagem marítima estratégica aberta.
Embora a reunião tenha contado com ampla participação, a presença dos Estados Unidos ficou ausente. Washington argumentou que a responsabilidade recai sobre os países mais dependentes do estreito para resolver a situação. O tema ganhou destaque após quase três décadas de tensão na região.
Desdobramentos e próximos passos
A cúpula não definiu soluções concretas, mas ficou acertado que novas conversas, envolvendo planejadores militares, ocorrerão nas próximas semanas. Um possível cenário inicial incluiria a remoção de minas e, em seguida, a proteção de navios petroleiros que atravessam Hormuz.
Enquanto isso, a ONU discutiu uma resolução apresentada pelo Bahrein para autorizar o uso de força militar para reabrir o estreito. O apoio de países do Golfo foi citado como fator relevante para a votação, prevista para sexta-feira.
Perspectivas e posicionamentos
O presidente da França expressou ceticismo quanto ao uso da força para reabrir Hormuz, defendendo que qualquer ação seja coordenada com o Irã e após um cessar-fogo. Paris também apoiou a criação de uma missão internacional para guiar navios pelo canal.
O Bahrein informou que espera aprovação no Conselho de Segurança para permitir a intervenção, destacando a urgência de garantir a circulação segura de petróleo na região. A cooperação internacional permanece central para reduzir os riscos ao comércio global.
Contexto regional
Desde o início do conflito iraniano, o Irã assumiu controle efetivo do Estreito de Hormuz, provocando ataques a embarcações e aumentando a insegurança na região. Essas ações contribuíram para impactos significativos nos preços de energia e nos estoques globais.
Entre na conversa da comunidade