- O líder do SNP, John Swinney, pretende acompanhar os primeiros-ministros nacionalistas de País de Gales e Irlanda do Norte em uma oposição coordenada às políticas do Labour sobre custo de vida e gasto do governo britânico.
- Swinney afirmou ter conversado com Michelle O’Neill, primeira-ministra do Sinn Féin na Irlanda do Norte, após a vitória expressiva do seu partido nas eleições de Holyrood.
- Ele espera que Rhun ap Iorwerth seja nomeado primeiro-ministro de País de Gales após vencer as eleições no Senedd pela primeira vez.
- Os três governos nacionalistas devem atuar em conjunto contra ações do governo central, especialmente o uso do Internal Markets Act para impor políticas aos poderes devolvidos.
- Swinney pretende apresentar um projeto de lei preliminar para um segundo referendo de independência, embora não tenha força legal, já que Holyrood não tem competência constitucional.
O líder do SNP, John Swinney, disse que pretende trabalhar com os primeiros-ministros nacionalistas do País de Gales e da Irlanda do Norte para formar uma oposição coordenada às políticas de custo de vida do governo britânico e aos gastos de Westminster. A declaração ocorreu após telefonema de congratulações a Swinney pela vitória esmagadora do SNP nas eleições de Holyrood.
Swinney mencionou ainda a expectativa de que Rhun ap Iorwerth, do Plaid Cymru, seja nomeado primeiro ministro do País de Gales após a vitória no Senedd. O líder do SNP afirmou que as vozes de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte devem ser ouvidas “alto e claro” no Reino Unido. O anúncio ocorre em meio a um cenário de maior conflito político entre as câmaras.
Aliança entre governos nacionalistas e o atual panorama
A primeira-ministra irlandesa de Sinn Féin, Michelle O’Neill, que precisa articular ações com o Partido Democrata Unido (DUP) no Stormont, mostrou entusiasmo pela cooperação entre os três governos nacionalistas, segundo Swinney. Os líderes devem enfrentar disputas com o governo britânico, especialmente em relação ao uso do Internal Markets Act para regular políticas entre as devolvidas administrações.
Swiney sinalizou ainda a intenção de pressionar pela realização de um segundo referendo de independência na Escócia, citando a necessidade de reconectar a economia britânica com a União Europeia. O SNP pretende apresentar, na próxima semana, um projeto de lei para ampliar os poderes de Holyrood nesse sentido, ainda que o instrumento não tenha força legal.
Contexto político e reações
O cenário também envolve a ascensão do Reform UK, com 17 cadeiras em Holyrood e no Senedd, empatando com o Labour, o que pode alterar a fase de perguntas ao primeiro-ministro e a composição de comissões. Malcom Offord, líder do Reform no parlamento escocês, criticou qualquer possível aliança entre SNP e Greens, chamando-a de antidemocrática em termos de governança.
Segundo fontes, Plaid Cymru já recebeu suporte estratégico de SNP e Sinn Féin para eventuais caminhos de governo em Cardiff. Autoridades britânicas mencionaram que a diversidade entre governos devolvidos é parte da democracia desde o início da devolução, e não geraria surpresa.
Entre na conversa da comunidade