- A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF que o cunhado do ex-presidente, Carlos Eduardo Antunes Torres, tenha acesso à residência onde ele cumpre prisão domiciliar sempre que necessário, sem autorização prévia.
- Alegam que Torres é pessoa de confiança da família e já acompanhou Bolsonaro em outros momentos.
- Os advogados voltaram a mencionar a saúde do ex-presidente, citando comorbidades e risco de mal súbito, em referência à internacão recente por pneumonia.
- A defesa afirma que Bolsonaro precisa de cuidados, mas compromissos da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, dificultam a presença constante dele; a agenda da filha e da enteada também ocupa parte do tempo.
- Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária de noventa dias, determinada por Moraes, com proibição de celular, internet ou outras comunicações externas. Torres, em 2022, declarou possuir R$ 425 mil em bens, mas corrigiu posteriormente para R$ 5 mil; o patrimônio original incluía imóvel e veículo.
A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF que o cunhado do ex-presidente, Carlos Eduardo Antunes Torres, tenha acesso à residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A solicitação diz que o acesso deve ocorrer sempre que necessário, sem autorização prévia.
Segundo os advogados, Torres é pessoa de confiança da família e já atuou como acompanhante de Bolsonaro em outras ocasiões. A defesa também voltou a mencionar a saúde do ex-presidente, citando comorbidades e o risco de mal súbito.
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar temporária, com duração de 90 dias definidas pela Justiça. A decisão foi tomada na semana passada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, em meio a uma recuperação de internação por broncopneumonia.
Na residência, o ex-presidente está proibido de usar celular, de acessar a internet ou de qualquer meio de comunicação externo. As restrições foram incluídas por Moraes ao autorizar a transferência para o regime domiciliar.
Pedido de acesso à residência
A defesa sustenta que a presença de Torres facilitaria a logística de cuidados ao ex-presidente. O cunhado aparece como figura de confiança na esfera familiar, segundo os advogados.
Situação atual de Bolsonaro
A defesa destacou que a agenda de Michelle Bolsonaro nem sempre permite que ela acompanhe o marido em eventuais ausências, especialmente por compromissos da filha e da enteada. O argumento é de que o suporte familiar é essencial para a monitorização médica.
Patrimônio de Carlos Eduardo Torres
Torres declarou ter R$ 425 mil em bens em 2022 ao TSE, quando disputou a Câmara Legislativa do DF. A declaração apontava imóvel de R$ 400 mil e veículo de R$ 25 mil.
Dias depois, o cunhado corrigiu o patrimônio para R$ 5 mil, mantendo um carro de R$ 4 mil e um imóvel de R$ 1,5 mil. Ele afirmou que a casa foi adquirida pelos pais em 1994, registrada em seu nome e no de seu irmão.
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