- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, elogiou a indicação de Jorge Messias para o STF e afirmou que o Senado deve aprovar.
- A formalização ocorreu mais de quatro meses após o anúncio feito por Lula, devido à resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Messias é titular da Advocacia-Geral da União, tem 46 anos, é diácono da Igreja Batista e é visto como leal a Lula.
- Valdemar disse que Lula não indicaria alguém do PL, mas afirmou que Messias está entre os melhores; não pretende opinar sobre a posição dos senadores do PL.
- Aliados avaliam que a aprovação tem mais chances na comissão e no plenário, mas destacam cautela diante do ambiente político e de possíveis delações ligadas ao caso Vorcaro.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, elogiou a indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga no STF. A formalização ocorreu nesta semana, mais de quatro meses após o anúncio feito pelo presidente Lula.
O presidente do PL afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que Messias é um nome confiável e que Lula deve escolher o melhor mesmo diante de pressões políticas. Ele não descartou a necessidade de o Senado aprovar a indicação.
Valdemar ressaltou que a bancada do PL deve seguir as orientações de seus senadores, mas admitiu que a maioria da sigla é contrária a nomeação. Mesmo assim, afirmou que a aprovação é previsível diante do cenário no Senado.
Contexto
A nomeação de Messias foi anunciada por Lula em novembro do ano passado. A sabatina no Senado ocorreu apenas após a oficialização formal, motivada por entraves no período, incluindo resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, à escolha.
A demora gerou articulação entre o governo e parlamentares para viabilizar a indicação. Assessores de Lula avaliavam que o ambiente no Congresso ficaria mais conturbado diante de possíveis delações relacionadas a agentes financeiros.
Perfil de Messias
Messias é titular da Advocacia-Geral da União e tem 46 anos. Evangélico e diácono da Igreja Batista, vem de uma origem humilde no Recife. A defesa do nome enfatizou que o jurista é leal ao governo e considerado maduro para o STF.
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