- Quatro pré-candidatos aparecem como favoritos ao governo de Minas: Mateus Simões e Rodrigo Pacheco já são considerados certos; Flávio Roscoe e Cleitinho lideram as possibilidades, com Kalil e Gabriel Azevedo também citados como opções relevantes.
- Mateus Simões, atual governador, e Rodrigo Pacheco, defendido por Lula, são vistos como certezas para concorrer, com Pacheco ingressando no PSB.
- Flávio Roscoe acabou de se filiar ao PL e ainda não definiu qual cargo disputará; ele é apontado como preferência de Flávio Bolsonaro.
- Cleitinho, senador pelo Republicanos, lidera as pesquisas, mas tem resistido a confirmar candidatura e discute palanque e articulação política.
- Minas Gerais representa cerca de 10% do eleitorado nacional e é considerado estado-chave; as alianças devem ficar definidas até maio, com as convenções partidárias ocorrendo em julho.
Lula e Flávio Bolsonaro afinam palanques em Minas Gerais, onde a disputa pelo governo estadual tende a voto a voto. Quatro pré-candidatos aparecem como favoritos, com alianças ainda em definição até maio. O cenário envolve o PT, o PL e outras siglas da ouvida direita.
Entre os nomes considerados certos, dois aparecem com margem de confirmação: o atual governador Mateus Simões, do PSD, e o senador Rodrigo Pacheco, hoje filiado ao PSB, defendido por Lula. A chapa tende a depender de desfechos políticos locais.
O campo de direita também reúne Flávio Roscoe, que se filiou ao PL e é visto como opção preferencial de Flávio Bolsonaro, ainda sem cargo definido, e o senador Cleitinho, do Republicanos, que lidera pesquisas, mas resiste a confirmar candidatura.
A expectativa é que Roscoe tenha sua decisão de cargo definido apenas mais perto das convenções, marcadas para julho. Não há necessidade de desincompatibilização até 4 de abril, o que amplia o tempo de negociações.
Outros nomes com peso no cenário local incluem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB), ambos avaliados como pré-candidatos, reforçando o nível de competição entre forças políticas.
Minas Gerais possui o segundo maior colégio eleitoral do país, respondendo por cerca de 10% do total de eleitores. A região é considerada cenário-chave para as eleições de outubro e para a definição de alianças nacionais.
A direita em MG
Até o início deste ano, Mateus Simões era apontado como principal opção da direita para o governo, após deixar a posição de vice de Romeu Zema. A migração para o PSD abriu espaço para outros nomes disputarem espaço.
Nesta semana, uma anotação de Flávio Bolsonaro foi registrada após reunião do PL, citando Flávio Roscoe e sinalizando mudança de cenário. A mobilização ocorreu ao lado de Simões, enfraquecendo a percepção de continuidade da candidatura dele.
Ontem, o PL正式filiou Roscoe, que comunicou em redes sociais a transferência de funções na indústria, deixando em aberto o cargo pretendido. O empresário ainda não confirmou se disputará o governo ou outro cargo.
O senador Cleitinho segue como figura central, mas permanece sem confirmação formal de candidatura. Estudo recente da Paraná Pesquisas indicou liderança em cenários de voto, enquanto há resistência em declarar candidatura.
Lula, ao longos meses, indicou preferência por que Rodrigo Pacheco fosse o candidato ao governo mineiro, alinhando o apoio político com o PSD. A negociação ganhou contornos ao final de fevereiro, com Pacheco recebendo apoio para filiação ao PSB.
Pacheco passou meses sem espaço no PSD, após o líder Kassab fechar posição com Mateus Simões. Em fevereiro, acabou aceitando o interesse de Lula e se filiou ao PSB, sinalizando mudança de eixo político.
O movimento reforça o cenário de que Minas pode decidir o pleito de outubro, com impactos nacionais. A última vez em que Minas não votou para presidente junto com o restante do país foi em 1950, segundo levantamentos históricos.
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