- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Irã e criticou empresários brasileiros do setor de combustíveis que teriam interesse em lucrar com a crise dos preços.
- Lula disse que há “muito malandro” no país que aumentam ou não reduzem o preço do diesel para lucrar, e afirmou que vai colocar pessoas na cadeia.
- O governo autorizou fiscalização da Polícia Federal e dos Procons estaduais para investigar aumentos abusivos, mesmo com medidas de contenção em vigor.
- As ações incluem isenção de PIS e CofINS, subvenção aos produtores e acordo com a maioria dos governos estaduais para reduzir o ICMS de importação, com divisão das perdas entre governo e estados.
- Lula lembrou que o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido e citou a privatização da antiga BR Distribuidora como fatores que dificultaram o controle de preços.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o Irã, em meio à escalada entre EUA, Israel e o país persa. Ao mesmo tempo, criticou empresários brasileiros do setor de combustíveis por supostamente explorarem a crise para lucrar com reajustes de diesel.
Lula destacou que o país enfrenta aumentos de preço desde o início do conflito, com média de 9% e picos de até 24% em algumas regiões. O governo aponta a alta do petróleo no mercado internacional como principal motivação.
O presidente explicou que determina fiscalização firme para coibir abusos. A ação envolve PF e Procons estaduais para apurar aumentos indevidos nos postos e nas distribuidoras, mesmo diante de medidas de contenção.
Defesa do Irã e contexto internacional
Ainda na mesma fala, Lula insistiu na defesa do Irã diante de ataques de EUA e Israel, negando produção de armas nucleares. Ele afirmou ter participações em acordos de 2010 que visavam permitir enriquecimento de forma pacífica.
O presidente ressaltou que a intervenção externa não poderia ser resolvida apenas com a morte de líderes, citando a reação do Irã ao confrontar as sanções. O tema esteve ligado à leitura sobre conflitos regionais e diplomacia.
Lula mencionou ter publicado um artigo em veículos internacionais criticando guerras promovidas por potências, chamando a atenção para a necessidade de reforma no Conselho de Segurança da ONU para ampliar voz de mais países.
O governo lembra que o Brasil depende de importação de diesel e mantém produção interna para atender a demanda. Medidas de desoneração de impostos e subsídios estão em curso para reduzir custos aos consumidores.
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