- O senador Richard Blumenthal enviou uma carta formal ao presidente da SEC, Paul Atkins, solicitando registros e comunicações sobre decisões de enforcement envolvendo empresas de cripto ligadas a Trump, incluindo o acordo de Justin Sun por $10 milhões após três anos de litígio, com prazo até 13 de abril.
- Blumenthal questiona se há ligação entre a data do acordo de Sun, em cinco de março de 2026, e a saída abrupta, onze dias depois, de Margaret Ryan, diretora da Divisão de Enforcement da SEC, após seis meses no cargo.
- O texto aponta atuação de Sun como o maior detentor de memecoin TRUMP (cerca de 1,4 milhão de moedas) e seu investimento de dezenas de milhões no World Liberty Financial, projeto DeFi ligado à família Trump, antes de o caso ser retirado.
- A carta sugere que decisões de enforcement podem ter recebido tratamento favorável por proximidade financeira com ventures cripto ligados a Trump, transformando o caso regulatório em narrativa de possível favorecimento.
- Também são citadas como tendência: a SEC já havia retirado ações contra Coinbase, encerrado disputa com Ripple (XRP) e movido para encerrar ações contra Binance e o fundador Changpeng Zhao; Trump chegou a perdoar CZ e o fundador da BitMEX, Arthur Hayes.
Um senador dos EUA encaminhou uma carta formal ao presidente da SEC, Paul Atkins, para exigir registros e comunicações sobre decisões de fiscalização envolvendo empresas de criptomoedas associadas a Trump, incluindo o acordo de Justin Sun por 10 milhões de dólares após três anos de litígio. O prazo para envio dos documentos é 13 de abril.
A ação de Blumenthal ocorre em meio ao anúncio de que Sun fechou o caso em 5 de março de 2026, onze dias antes da saída abrupta de Margaret Ryan, diretora da Divisão de Fiscalização da SEC, após seis meses no cargo. O senador questiona se os acontecimentos estão conectados.
Entre os pontos destacados, Blumenthal cita pressão do Congresso para obter registros sobre decisões envolvendo Sun e Changpeng Zhao, além de mencionar a saída da diretora de Fiscalização como indício de possível interferência em casos de criptomoedas. O uso de funcionários de alto escalão é apresentado como parte da investigação.
O documento também enfatiza uma suposta relação financeira entre Sun e as iniciativas de Trump no setor de cripto, com Sun sendo o maior detentor do memecoin TRUMP, possivelmente influenciando a linha de atuação regulatória. A carta afirma que Sun investiu milhões na World Liberty Financial, projeto DeFi associado à família Trump.
Segundo o texto, a SEC tem flexibilizado ou encerrado casos relevantes envolvendo Coinbase, Binance e Ripple desde o retorno de Trump ao poder, além de Trump ter perdoado CZ e Arthur Hayes. Blumenthal aponta esse histórico como contexto para a análise sobre tratamento desigual.
O relatório enviado pela Comissão busca ainda registros de contatos diretos entre a presidência da SEC e membros das famílias Trump e Witkoff sobre negócios de criptomoedas. A próxima etapa formal é o prazo de 13 de abril e eventuais anúncios de audiência do PSI, que devem sinalizar como o mercado cripto pode reagir.
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