- Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, minimizou a fala de Flávio Bolsonaro sobre o Brasil ser mediador entre EUA e China para terras raras, durante discurso após a CPAC.
- Flávio Bolsonaro afirmou na CPAC que o Brasil pode ajudar os EUA a reduzir a dependência da China, especialmente em minerais de terras raras.
- As declarações de Valdemar foram feitas em almoço promovido pelo Grupo Lide, em um hotel na zona oeste de São Paulo.
- Valdemar disse que o governo Lula colabora para o crescimento de Flávio nas pesquisas, associando a posição à oposição à prorrogação da CPMI do INSS e a suposto envolvimento de apoiadores do PT em irregularidades do Banco Master.
- O texto menciona que há aliados do clã Bolsonaro sob suspeita de ligação com o esquema do Master, incluindo senadores e ex-governadores, além de Fabiano Zettel, majoritário nas doações em 2022.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, minimizou nesta segunda-feira declarações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro sobre terras raras no Brasil e relação com os EUA. A tensão envolve posicionamento recente do senador, feito na CPAC, evento em Dallas.
Segundo Valdemar, Flávio citou o Brasil como possível mediador de um diálogo entre Brasil e China para abordar o tema. O dirigente afirmou que o Brasil pode ajudar os EUA a reduzir a dependência da China, mantendo relação próxima com o país asiático. Ele reiterou que não há intenção de afastar-se da China.
Flávio Bolsonaro havia dito, durante a CPAC, que o Brasil poderia ser a solução para que os EUA enfrentem a dependência de minerais críticos, com destaque para terras raras. O discurso ocorreu no maior encontro conservador do mundo, realizado no fim de março em Dallas, Texas.
Contexto político e diálogo com o governo
O presidente do PL disse que o governo Lula colabora com o crescimento de Flávio nas pesquisas, associando a posição à oposição à prorrogação da CPMI do INSS, encerrada na semana passada. Ele citou a movimentação da base aliada como indicativa de apoio a pautas de oposição.
Entre aliados próximos ao clã Bolsonaro, há quem registre ligações com o que é discutido nos bastidores. Nomes de políticos e ex-gestores com vínculos ao grupo aparecem em levantamentos sobre o tema, notadamente em investigações da Polícia Federal.
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