- O cargueiro russo Anatoly Kolodkin, com mais de 700.000 barris de crude, seguiria para Cuba, conforme The New York Times, e já chegou à ilha na manhã desta segunda com autorização da Guarda Costeira dos Estados Unidos.
- A autorização dos Estados Unidos representa flexibilização do bloqueio petrolífero imposto a Cuba, em meio a uma crise energética.
- A chegada do petróleo deve alimentar as centrais elétricas por cerca de uma semana, ajudando no racionamento e nos apagões que afetam hospitais e mobilidade.
- Cuba enfrenta meses de escassez de combustível, após o bloqueio norte‑americana, que intensificou a crise econômica e humanitária.
- O governo cubano e autoridades americanas não esclareceram, até o momento, os motivos exatos da liberação, enquanto Washington sinaliza mudanças na estratégia de pressão sobre a ilha.
O governo dos Estados Unidos autorizou a passagem de um navio petroleiro russo rumo a Cuba, abrindo espaço para o desembarque de petróleo após meses de bloqueio. A chegada do cargueiro Anatoly Kolodkin, com mais de 700 mil barris de crude, depende de autorização de Washington. A notícia foi divulgada pelo New York Times.
O navio partiu do porto russo de Primorsk e chegou a Cuba na manhã desta segunda, segundo a agência Interfax, citando o Ministério de Transporte da Rússia. A operação ocorreu com a anuência da Guarda Costeira dos EUA, que confirmou o andamento da carga.
A importação de petróleo deve atenuar a crise energética cubana, com apagões e racionamento de combustível já reportados há meses. O governo cubano aponta que o país enfrenta três meses sem importações de petróleo, agravando problemas em hospitais e na mobilidade.
O retorno da cuba ao uso de crudo russo ocorre em meio a ajustes na política de embargo dos EUA, que tem como objetivo evitar uma crise energética local. Montenegro de Cuba, liderado por Miguel Díaz-Canel, não comentou publicamente sobre motivações da decisão.
A mudança ocorre em contexto de tensões regionais e de reconfiguração de alianças. Autoridades russas já comunicaram, semanas antes, estudo para envio de crude a Cuba por razões humanitárias, em meio a pressões internacionais sobre o Ormuz e o fluxo de petróleo.
Enquanto isso, o governo americano sinaliza mudanças na estratégia de pressão sobre Havana, com possíveis impactos na economia cubana e no abastecimento de energia. Analistas tratam o caso como indicativo de vínculos entre Moscou e La Habana, ainda que as declarações oficiais mantenham tom técnico.
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