- Em Dallas, na CPAC, Flávio Bolsonaro afirma que é o candidato e que o pai Jair Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar, não deve ocupar cargo; ele pretende anistiá-lo se vencer em 2027.
- Diz que vai consultar o pai, mas a decisão final sobre o governo será dele; ressalta alinhamento com a esposa Michelle e com o governador Tarcísio de Freitas, sem excluir divergências anteriores.
- Reitera que não há mudança na pré-candidatura e que o objetivo é mudar a página após desconfianças envolvendo Michelle e Tarcísio.
- Sobre política externa, afirma que não pedirá a Donald Trump para designar facções brasileiras; diz que, se houver, ele próprio designaria CV e PCC como grupos terroristas, enquanto Lula não fez.
- Na economia, apresenta plano de desburocratizar e reduzir impostos, usa o termo “tesouraços” e chama Fernando Haddad de “Taxad”; comenta caso Banco Master e aponta o PT como responsável pela raiz de corrupções, citando possível delação de Vorcaro e Ciro Nogueira.
Em Dallas, durante o CPAC 2026, Flávio Bolsonaro afirmou que disputará a presidência em outubro e que o pai, Jair Bolsonaro, não deverá ocupar cargo algum em seu governo caso seja eleito. Ele condicionou a participação do pai a condições de saúde que hoje o afastam de novas funções públicas.
O senador pelo PL repetiu que o sogro político do bolsonarismo não deixará de ser consultado, mas reiterou que a candidatura é dele. Flávio informou que, a partir de 2027, caso tenha a legitimidade do eleitor, será ele quem comandará o país, mantendo o pai como referência. O tom foi de defesa de autonomia na campanha.
A saúde de Jair Bolsonaro vem sendo acompanhada por aliados. Ele recebeu alta de UTI após uma broncopneumonia e cumpre prisão domiciliar, segundo relatos da campanha. Em meio a tensões familiares, Michelle Bolsonaro não foi consultada sobre a escolha de Flávio e aproximou-se de outros nomes políticos.
Contexto político e pessoais
Flávio disse que o apoio à escolha de Tarcísio de Freitas como aliado é sólido e que não há desvio de estratégia entre ele e a família. O senador também afirmou não haver mudança esperada na sua pré-candidatura e minimizou desconfianças envolvendo a madrasta.
Sobre alianças externas, o congressista mencionou a ideia de uma linha econômica centrada em flexibilização, redução de burocracia e cortes de impostos, sem detalhar números. Conservou distancia de comparações com modelos econômicos de outros países.
Questões de segurança e combate à corrupção
O assunto envolvendo o Banco Master foi citado em referência a investigações e possíveis delações premiadas, com menção a nomes do governo anterior. Flávio explicou que o tema é tratado nos canais apropriados e que não pretende silenciar sobre o assunto.
A bancada bolsonarista tem acompanhado o desdobramento de delações que envolvem empresários ligados ao banco, com possíveis impactos em lideranças políticas. Flávio afirmou que o foco do grupo continua na pauta de combate à corrupção e na defesa de informações públicas disponíveis.
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