- Emídio de Souza, coordenador do plano de governo de Haddad, diz que o pedido de prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na CPMI do INSS, é exagero e tem motivação eleitoral.
- Ele afirma que há uso político da investigação e critica o relatório da CPMI por ser politizado e eleitoreiro.
- Souza ressalta que Lulinha não foi indiciado pela Polícia Federal, apenas investigado, e que justificar prisão pela saída do país seria um exagero.
- Sobre o vice de Haddad, ele aponta um perfil semelhante ao de Geraldo Alckmin, com trânsito entre diferentes espectros políticos e foco em dialogar com vários setores.
- A escolha do vice ainda é incerta e não deve ocorrer de forma rápida; está em fase inicial e busca um perfil capaz de dialogar com o centro.
O coordenador do plano de governo de Fernando Haddad, Emídio de Souza, classificou como exagero o pedido de prisão de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, feito na CPMI do INSS. Em entrevista ao UOL News, ele afirmou que a medida demonstra uso político da investigação.
Souza afirmou ainda que o relatório da CPMI tem motivação eleitoral e que a reação do eleitorado pode se voltar contra quem acionou a prisão, especialmente por não ter havido indiciamento até o momento. Segundo ele, a atuação da CPI pode fragilizar a credibilidade de instrumentos de investigação.
O coordenador ressaltou que não há indício de prisão automática para Lulinha e que a situação envolve apenas a investigação em curso. Ele afirmou que o debate atual aparenta ter caráter político e que o tema pode influenciar o contexto eleitoral, independentemente de desfechos judiciais.
Para o coordenador de Haddad, o episódio revela um uso político da CPMI e sugere possível vingança caso a continuidade da comissão seja questionada pelo Supremo Tribunal Federal, que não autorizou previamente a continuidade.
Haddad precisa de um ‘Alckmin’ como vice, diz coordenador de programa
Questionado sobre o vice na chapa de Haddad para o governo de São Paulo, Emídio sugeriu perfil semelhante ao de Geraldo Alckmin, com trânsito entre diferentes espectros políticos. O ideal é que o vice tenha capacidade de dialogar com diversos setores.
Ainda em estágio inicial, a definição tem sido adiada para um momento posterior. O coordenador enfatizou que a prioridade é ampliar o espectro político do confronto, mantendo Haddad com apelo ao centro-esquerda.
Segundo ele, a escolha do vice não deve ocorrer rapidamente, já que quem está no poder costuma antecipar esse delineamento, enquanto a oposição precisa de tempo para costurar alianças e definir o melhor perfil.
Entre na conversa da comunidade