- O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, reapresentou o pedido de quebra de sigilo do fundo Arleen, usado pelo cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, para comprar fatias do resort Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli, no Paraná.
- Vieira também requereu a quebra de sigilo do fundo Leal, único cotista do Arleen e pertencente a Fabiano Zettel, utilizado na mesma operação de compra.
- A investigação apura uso do fundo do fundo Leal para lavagem de dinheiro e evasão de divisas em larga escala por Zettel e Vorcaro; Zettel passou a sócio do Tayayá com aportes de R$ 20 milhões.
- Na semana passada, o ministro do STF Gilmar Mendes anulou a quebra de sigilo do Arleen aprovada pela CPI; ele já havia derrubado, anteriormente, a quebra da Maridt.
- A CPI recorreu da decisão ao STF; o relator e o presidente da comissão, Fabiano Contarato, reuniram-se com o ministro Luiz Edson Fachin e solicitaram que o caso seja readequado a outro magistrado, com promessa de decisão em prazo razoável.
O relator da CPI do Crime Organizado no Senado reapresentou o pedido de quebra de sigilo do fundo Arleen, usado pelo cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, para comprar fatias do resort Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli, no Paraná. A medida visa esclarecer operações envolvendo o fundo e o resort.
Zettel tornou-se sócio do Tayayá após aportes de aproximadamente R$ 20 milhões, segundo apuração da CPI. A investigação aponta que o fundo Leal, cotista único do Arleen, também pertence a Zettel e teria sido usado para lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com participação de Vorcaro.
Na semana anterior, o STF anulou a quebra de sigilo do Arleen aprovada pela CPI, decisão tomada pelo ministro Gilmar Mendes. A CPI já havia derrubado ação similar referente à empresa Maridt, ligada a Toffoli, na qual o ministro admitiu participação como sócio oculto.
Além do novo pedido, a CPI recorreu da decisão de Gilmar Mendes. A cúpula da comissão encaminhou recurso ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, buscando reverter a determinação e redistribuir o caso a outro magistrado. Fachin informou que analisará os pedidos em prazo razoável.
Segundo o senador relator, o histórico de decisões do STF afeta a continuidade das diligências. Em entrevista ao Estadão, ele citou a gravidade do caso, a crise institucional e o que chamou de desmoralização da Corte, afirmando que o recurso depende da disponibilidade de Gilmar Mendes. Fachin, segundo o relato, assumiu o compromisso de deliberar sobre o tema.
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