- Moro oficializou a filiação ao Partido Liberal (PL), deixando o União Brasil por falta de apoio para a candidatura ao governo do Paraná.
- Moro afirmou que o Paraná “não vai lhe faltar” ao projeto nacional de Flávio Bolsonaro e disse que se soma à iniciativa, defendendo a candidatura de Flávio ao Planalto.
- A adesão reforça a aproximação com o núcleo bolsonarista; Moro já integrou o governo como ministro da Justiça entre 2019 e 2020.
- No Paraná, o governador Ratinho Júnior (PSD) anunciou que não disputará a Presidência e priorizará a sucessão estadual, o que aumenta a disputa na região.
- A filiação de Moro é apontada como fator na reorganização da direita para as eleições deste ano, com o PSD ainda sem definir um candidato e internalidades em jogo.
Moro formalizou a filiação ao PL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, após deixar o União Brasil devido à falta de apoio interno para sua candidatura ao governo do Paraná. Na prática, o movimento reforça a aliança com o núcleo bolsonarista e amplia o papel do grupo na organização da direita para as eleições deste ano.
Ao anunciar a mudança, Moro afirmou que o Paraná não ficará sem apoio ao projeto nacional liderado por Flávio Bolsonaro e indicou estar se somando à iniciativa. A adesão mantém a atuação anterior de Moro junto ao governo federal, quando exerceu o cargo de ministro da Justiça entre 2019 e 2020, e reforça a interlocução com o núcleo próximo a Bolsonaro.
A estratégia de Moro envolve ampliar a presença do PL em estados-chave do Sul, com foco na construção de palanques competitivos. O senador também avaliou a viabilidade de sua aproximação com o eleitorado paranaense, mantendo a leitura de que vencer no primeiro turno é desafiador, mas com potencial de crescimento em pesquisas.
Disputa no Paraná
Ontem, Ratinho Júnior (PSD) anunciou a desistência da pré-candidatura à Presidência, atualizando o cenário político do estado para a disputa estadual. O governador pretenderá manter o cargo até o fim do mandato e priorizar a sucessão, buscando conter o avanço de Moro no estado.
A saída de Ratinho Jr. surpreendeu aliados, dado que ele era apontado como favorito dentro do PSD para a disputa presidencial. Entre os nomes citados para o Planalto estavam Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, o que aumenta a mobilização interna no quadro partidário.
A decisão do governador foi atribuída a fatores internos do PSD e a pressões de arredores familiares, segundo relatos. O PSD local ainda não definiu um candidato único para enfrentar o cenário de alianças que se reorganiza com a filiação de Moro ao PL.
Apesar do movimento, o PSD não confirmou o candidato principal à presidência. Dentro do partido, Alexandre Curi disputa espaço na Assembleia Legislativa e Guto Silva é considerado como potencial opção apoiada pelo governador.
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