- Circula nas redes um post com capa falsa de revista atribuída ao senador Flávio Bolsonaro, dizendo que ele propõe acabar com o salário mínimo; a peça é fabrication.
- A montagem usada na publicação mostra uma capa da revista “Infomoney” com a manchete “Fim do Salário Mínimo” e teria sido compartilhada a partir de 15 de março em X e Facebook.
- Flávio Bolsonaro disse, em nota enviada por WhatsApp, que não existe nem foi apresentada por ele qualquer proposta nesse sentido, e que o plano ainda não foi divulgado.
- A Justiça do Distrito Federal determinou a remoção do conteúdo fake em 17 de março, alegando manipulação tecnológica e violação dos direitos da personalidade.
Um boato circula online atribuindo ao senador Flávio Bolsonaro a defesa de acabar com o salário mínimo. Trata-se de uma montagem que utiliza uma falsa capa de revista para disseminar uma fala não dita pelo político.
O material envolve Flávio Bolsonaro, membro do PL do Rio de Janeiro, e a página de redes sociais que reproduz a suposta entrevista. A peça também cita a revista Infomoney, que não publicou esse conteúdo. Publicações aparecem em plataformas sociais.
As peças começaram a circular em 15 de março nas redes X e Facebook, apresentando uma capa simulada da Infomoney com a manchete falsa Fim do Salário Mínimo e o subtítulo atribuído ao autor.
Por que é falso
O portal Fato ou Fake questionou a assessoria de Flávio Bolsonaro, que negou qualquer declaração nos termos divulgados. A resposta afirma que não houve proposta anunciando o fim do salário mínimo e que o plano de propostas ainda não foi apresentado.
Segundo a checagem, o Infomoney existe, mas a última edição impressa foi publicada em 27 de abril de 2025, sem registro de declaração desse tipo no site da revista. Não houve confirmação de qualquer anúncio sobre o tema.
Em 17 de março, a Justiça do Distrito Federal determinou a remoção do conteúdo fake das redes. A decisão enviou notificações à Meta, dona de Facebook, Instagram e Threads, para remover o material.
A reportagem ressalta que conteúdos manipulados podem causar danos e violar direitos de personalidade. A empresa de tecnologia não havia se manifestado até a atualização desta nota.
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