- Renúncia do governador Cláudio Castros ao governo do Rio foi anunciada em evento no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, fim da tarde.
- A decisão vinha sendo discutida internamente desde o início da semana passada, após pressão ligada ao adiamento do julgamento de cassação no TSE.
- Castros responde por abuso de poder político e econômico; o TSE já havia votado pela cassação, mas o julgamento foi adiado por pedido de vista.
- Com a saída, o Rio não tem vice-governador e haverá eleição indireta para o governo nas próximas semanas, conforme regras definidas pela Alerj.
- A candidatura de Castros ao Senado em outubro segue em análise, dependendo do desfecho do TSE; possível candidatura sub judice caso haja inelegibilidade.
A renúncia do governador Cláudio Castro foi anunciada em um evento no fim da tarde, no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro. A decisão ocorre após pressão relacionada ao processo de cassação no TSE, que havia ganhado novo impulso com adiamentos recentes.
Castro enfrentava crescentes pressões desde o dia 10 de março, quando o TSE adiou a decisão da cassação por pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Relatora, a ministra Isabel Galotti, já havia votado pela cassação por irregularidades em 2022.
O movimento, segundo apuração do UOL, ocorre em meio a histórico de contratações sem transparência no Ceperj e em outros órgãos, usadas pela gestão em ações políticas. A renúncia não encerra o processo no TSE, que terá desdobramentos.
Contexto jurídico
O julgamento no TSE deve ser retomado na quarta-feira (24), com votos dos ministros André Mendonça, Cármen Lúcia, Estela Aranha e Kassio Nunes Marques. A expectativa é definir o destino político de Castro e o futuro do governo estadual.
No Rio, a saída do governador era tratada como possibilidade já há dias. Membros da Alerj indicavam que o cenário adverso pesava, e aliados admitiam debates internos sobre o tema.
Cenário institucional
Com a renúncia, o Rio não tem vice-governador e deverá realizar uma eleição indireta para o comando do governo nas próximas semanas. Em fevereiro, a Alerj definiu que o pleito será aberto e sem propaganda.
Altas autoridades já haviam indicado que, diante da vacância, Ricardo Castro, presidente do Tribunal de Justiça, assumiria a gestão por até 30 dias. A cronologia depende das regras tradicionais de transição.
Perspectivas políticas
A candidatura de Castro ao Senado, em outubro, ainda não está descartada, sujeita à decisão do TSE. Mesmo inelegível, ele poderia concorrer sob regime de sub judice e tomar posse, caso haja aprovação final.
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