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Khan defende que Labour volte à união aduaneira e ao mercado único da UE

Khan defende que o Labour volte a integrar a união aduaneira e o mercado único da União Europeia nesta legislatura, com promessa de manifesto claro

Sadiq Khan (centre) prepares to hand out dinner packages at an 'Open Iftar' Ramadan dinner event at Trafalgar Square in London earlier this week
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  • Sadiq Khan, prefeito de Londres, afirmou à La Repubblica que o Labour deveria reingressar na união aduaneira e no mercado único da União Europeia durante este parlamento e incluir isso no próximo manifesto.
  • O ex-ministro propõe um processo em cinco etapas, começando por redefinir as relações com a UE, depois alinhamento setorial, seguido pela entrada na união aduaneira e no mercado único.
  • Segundo Khan, a adesão à união aduaneira deve ocorrer neste parlamento, e a reintegração ao mercado único também deveria acontecer ainda neste período.
  • Ele sugeriu que, se o Labour deixar claro no seu manifesto a reentrada na UE, não haveria necessidade de um segundo referendo.
  • A proposta contrasta com a posição atual de Keir Starmer, que ainda não admite a reentrada, e o debate ocorre em meio a tensões políticas em Londres e o desempenho eleitoral dos Labour.

Keir Starmer, líder do Labour, mantém a posição de não reingressar no mercado único e na união aduaneira da UE, mesmo diante de sugestões de flexibilização. Nesta terça-feira, Sadiq Khan, prefeito de Londres, pediu uma recalibragem do debate ao defender que o Labour se comprometa a retornar aos mecanismos da UE no próximo mandato.

Khan revelou à imprensa italiana La Repubblica que o Labour deveria incluir no seu próximo programa eleitoral a reentrada no customs union e no mercado único. O objetivo é ampliar a integração com a UE ao longo deste parlamento, ainda que o manifesto de 2024 tenha fechado essas opções.

O político londrino destaca, ainda, um plano em cinco etapas para a relação com a UE, começando pela retomada das relações, segurando alinhamento setorial e avançando para a reentrada no customs union e, posteriormente, no mercado único. Ele afirma que a votação com esse pacto deixaria de exigir segundo referendo.

Khan ressalta que, caso o Labour apresente um manifesto com esse compromisso, não seria necessária uma nova consulta popular. Embora a probabilidade de Starmer adotar o plano seja baixa, a intervenção visa influenciar o debate político local e manter o tema em evidência antes das eleições.

A agenda do dia inclui o lançamento da campanha local do Conservative Party com a secretária de Estado Kemi Badenoch em Londres, visitas de autoridades britânicas a centros de vacinação e divulgações oficiais. Também haverá audiências com parlamentares e a publicação de relatórios relevantes, como o da comissão de covid-19 e a decisão do Banco central sobre juros.

Contexto adicional aponta que o Labour tem enfrentado desafios no apoio do eleitorado de Londres, onde o Partido Verde tem ganhado espaço, especialmente entre eleitores que permanecem na UE. A movimentação de Khan é interpretada como tentativa de ampliar o espaço de manobra do partido em cenários de eleição local.

Mantida a linha de comunicação, o Labour segue sem sinal de alteração formal na estratégia de reingresso à UE. A posição atual sustenta a valorização de relações mais estreitas com a União Europeia, sem comprometer o princípio de não retornar aos termos plenos de adesão anunciados no manifesto anterior.

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