- Durante o debate no Parlamento, Keir Starmer afirmou que o Partido Conservador “tem um problema com muçulmanos” após Nick Timothy descrever um ato de oração do prefeito de Londres, Sadiq Khan, em Trafalgar Square como “ato de dominação”.
- O primeiro-ministro pediu a Kemi Badenoch que demita Timothy por um post no X que mostrava Khan e muçulmanos rezando, dizendo que, se ele estivesse no time de Starmer, já teria ido embora.
- Badenoch defendeu Timothy, dizendo que ele estava “defendendo valores britânicos”, o que reacendeu controvérsia sobre islamofobia dentro do partido.
- Sayeeda Warsi criticou a posição dos Conservadores e disse que muçulmanos britânicos estão se sentindo indesejados, chamando a atitude de estratégica e prejudicial.
- Timothy manteve as críticas, associando o adhan (chamada à oração) a uma “dominação” em locais públicos; especialistas contestaram a leitura, dizendo que é mera chamada de oração.
Keir Starmer criticou a liderança conservadora após um comentário de Nick Timothy, assessor próximo a Kemi Badenoch, sobre uma oração pública no centro de Londres. O episódio ocorreu quando o prefeito de Londres, Sadiq Khan, participou de uma demonstração de fé em Trafalgar Square.
Timothy publicou um vídeo da oração coletiva no X, afirmando que a prática pública de rituais religiosos é uma demonstração de domínio, e associou o anúncio a um suposto “livro de roteiro islamista” para dominar espaços públicos. As declarações foram alvo de críticas de opositores.
Starmer, em plenário, questionou Badenoch sobre a fala de Timothy, sugerindo que, se fizesse parte de seu grupo, ele já teria sido afastado. Badenoch defendeu Timothy como defensor de valores britânicos, e minimizou o impacto político da postagem.
Reações e desdobramentos
Sayeeda Warsi, ex-co-presidente do Partido Conservador, disse que muitos conservadores muçulmanos enviaram mensagens preocupadas com o rumo do partido, denunciando uma sensação de não acolhimento. Ela classificou o episódio como uma abordagem sectária e eleitoralmente arriscada.
Badenoch ampliou o debate ao associar o caso a declarações próprias sobre separatismo social, negando que o episódio indique nova política do partido. A liderança conservadora ressaltou que decisões sobre eventos públicos cabem ao candidato a prefeito de Londres, caso seja eleito.
Especialistas em islamofobia apontaram que a leitura de Timothy sobre a adhan é contestável. Um imame afirmou que a chamada à oração é um convite de culto, não uma declaração de domínio, e criticou a tentativa de classificar práticas religiosas como ameaça.
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