- O comitê do Senado vai analisar na quarta-feira a nomeação de Markwayne Mullin para chefiar o Departamento de Segurança Interna (DHS), em meio a um shutdown parcial do órgão até que novas diretrizes sobre imigração sejam aprovadas.
- Mullin foi indicado pelo presidente Donald Trump após a exoneração de Kristi Noem, em meio a críticas à abordagem de deportação em massa do governo.
- Democratas cobram limites para ICE e a Patrulha de Fronteira, incluindo proibição de máscaras, paradas aleatórias e a criação de uma política de uso da força.
- A sabatina está marcada para começar nesta quarta e pode levar a uma confirmação rápida, com apoio de setores republicanos.
- O shutdown afeta DHS indiretamente: membros da guarda costeira, TSA e FEMA passaram por folgas ou trabalho sem pagamento, aumentando filas em aeroportos e pressão para uma reabertura.
A Senado vai analisar nesta quarta-feira a nomeação de Markwayne Mullin para liderar o Departamento de Segurança Interna (DHS). A indicação ocorre em meio a um impasse de funding, com democratas condicionando a votação a novos limites para as operações de imigração. Mullin foi indicado por Donald Trump após a exoneração da então secretária Kristi Noem, em meio a críticas ao enfoque do governo na deportação em massa.
O que envolve
A controvérsia gira em torno de regras para fiscalização de fronteiras e imigração. Demarcatam-se exigências como proibir uso de máscaras por agentes, impedir paradas aleatórias de pessoas suspeitas de estarem ilegalmente no país e estabelecer uma política de uso da força. Tais itens estão no centro das negociações entre democratas e republicanos.
A sabatina de Mullin está marcada para a manhã de quarta, na comissão do Senado responsável pela segurança interna e assuntos governamentais. A previsão é de votação rápida na comissão e encaminhamento ao plenário.
Apoio partidário e resistência
O apoio à nomeação é observável entre republicanos, que destacam a experiência de Mullin. O líder republicano John Barrasso elogiou o parlamentar e afirmou que o processo deve avançar rapidamente. Entre os democratas, as críticas são políticas: afirmam que a crise não se resolve apenas com a troca de chefia no DHS.
Entre os membros do partido, apenas o senador John Fetterman, da Pensilvânia, manifestou apoio aberto a Mullin até agora. Ele externou, em rede social, a disposição de votar AYE.
O impacto do shutdown
A sessão de quinta e o resultado da sabatina ocorrem em meio a uma paralisação parcial do DHS. Funcionários da Guarda Costeira, da TSA e da FEMA foram afastados ou continuaram trabalhando sem remuneração. Relatos indicam filas maiores em pontos de inspeção e cobrança pública de fim do impasse por executivos da indústria aérea.
Os partidos seguem sem acordo sobre como reabrir o DHS. Democrats defendem projetos de funding separados para agências não ligadas à fiscalização de imigração, enquanto os republicanos insistem na reabertura completa do DHS antes de ceder nesses pontos.
Perspectivas
Segundo o cenário atual, Mullin pode avançar rapidamente para o plenário caso a comissão aprove sua indicação. A disputa sobre imigração continua a ser o elemento decisivo que condiciona o restante do processo de nomeação e a normalização do DHS.
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