- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), analisa a possibilidade de renúncia para interromper o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- Duas datas aparecem como cenários: 23 de março, caso o tribunal mantenha a linha de cassação; ou 4 de abril, no limite do período eleitoral.
- A renúncia após a abertura de representação pode gerar inelegibilidade de oito anos, conforme a Lei Complementar nº 219, de 2025.
- Especialistas avisam que a saída não impede inelegibilidade se houver participação direta do político nos ilícitos.
- O episódio envolve a relação com Flávio Bolsonaro e pode definir a sucessão estadual, com possíveis nomes como o policial Felipe Curi caso Castro não consiga concorrer ao Senado.
O futuro político de Cláudio Castro (PL) depende do desfecho do julgamento no TSE. O julgamento ganhou novo fôlego após Nunes Marques pedir vista, adiando a análise da cassação do governador.
A defesa trabalha com duas datas de saída: 23 de março ou 4 de abril, caso a cassação não se confirme. A estratégia avalia evitar que o processo tenha objeto se Castro renunciar antes do veredito.
A possibilidade depende da inelegibilidade mesmo com renúncia. Advogados alertam que a renúncia pode não interromper o processo se houver participação direta em irregularidades, mantendo a inelegibilidade por oito anos.
Segundo a Lei Complementar nº 219, de 2025, quem renuncia após abertura de processo continua inelegível por oito anos. A regra alcança governadores e o presidente da República, entre outros.
A segunda opção de saída considera o prazo eleitoral, em 4 de abril, caso Castro tenha segurança de não ser cassado nem inelegível. O entorno do governador aponta sinais de que adversários podem recuar.
O blog já havia indicado mudança de postura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso. O senador deixou de apoiar explicitamente Castro, o que alterou o cenário de chances de renovação do mandato.
Se Castro for impedido de concorrer ao Senado, Flávio Bolsonaro poderá preencher a vaga. Pode surgir o nome de Felipe Curi, atual chefe de Polícia Civil, entre as possibilidades discutidas.
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