- Donald Trump afirmou ter “o direito absoluto” de impor novas tarifas após a Suprema Corte dos EUA ter considerado ilegais boa parte das tarifas impostas no ano passado.
- A corte decidiu, em fevereiro, que uma lei de 1977 para emergências nacionais não justificava legalmente muitas tarifas aplicadas pela administração.
- Em resposta, o governo reestruturou parte da agenda de comércio, impondo tarifas de 10% sobre bens de várias regiões sob outra base legal, com validade de 150 dias, até julho.
- Autoridades americanas abriram uma nova leva de investigações comerciais na semana passada, preparando o terreno para eventuais tarifas permanentes no lugar das que foram revogadas.
- Trump sinalizou que pode elevar ou manter tarifas em outra forma, mantendo a pressão sobre parceiros como México e China, para assuntos ligados ao acordo USMCA e a negociações regionais.
Donald Trump afirmou ter “o direito absoluto” de impor novas tarifas após a decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegais muitas tarifas impostas no ano passado. A declaração ocorreu em uma postagem noturna nas redes sociais.
A Suprema Corte afirmou que uma lei de 1977, destinada a emergências nacionais, não justificava as tarifas aplicadas a países ao redor do mundo. A decisão vem precedendo uma recalibração da agenda comercial do governo.
Em resposta, a administração lançou uma sequência de investigações comerciais na semana passada, abrindo caminho para novas tarifas permanentes para substituir as repegues. O objetivo é restabelecer a alavancagem econômica.
Trump impôs rapidamente tarifas de 10% sobre itens vindos de grande parte do mundo, sob uma outra base jurídica, a seção 122 do Ato de Comércio de 1974. Essas tarifas temporárias devem expirar em julho, com possibilidade de reajuste para 15%.
Mudança de rumo e próximos passos
O governo norte-americano mantém diálogos com México sobre o futuro do acordo tri‑latino USMCA com Canadá, marcados para esta semana. A agenda inclui negociações futuras e ajustes na política de tarifas.
Favoráveis ao diálogo, autoridades americanas confirmaram contatos com outras nações para coordenar eventuais tarifas permanentes. A gestão também acompanha o desenvolvimento de missões marítimas para abrir canais estratégicos.
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