- Ministros de exteriores da União Europeia vão discutir nesta segunda-feira ampliar a pequena missão naval Aspides no Oriente Médio, sem decisão sobre ampliar o mandato ao Estreito de Hormuz.
- A Aspides foi criada em 2024 para proteger navios no mar Vermelho contra ataques do grupo Houthi; hoje é comandada por um navio italiano e outro grego, com apoio de França e de mais um navio italiano, quando necessário.
- As conversas devem focar em adicionar mais navios e capacidades à missão, conforme a sugestão da chefe de Política Externa da UE, a Letra Kaja Kallas.
- O ministro alemão das Relações Exteriores disse ser cético quanto à expansão para o Estreito de Hormuz, questionando a efetividade da missão atual.
- Observadores citam que os EUA e aliados estudam medidas para reabrir rotas de petróleo; França e Reino Unido discutem coalizão para Hormuz, mas o papel da UE ainda não está decidido, exigindo aprovação unânime entre os 27 membros.
O Conselho de Ministros das Relações Exteriores da União Europeia discutirá na segunda-feira o reforço de uma pequena missão naval no Oriente Médio, sem previsão de ampliar seu papel ao Estreito de Hormuz. A reunião ocorre em Bruxelas.
A missão Aspides, criada em 2024 para proteger navios no Mar Vermelho contra ataques dos Houthis, conta com um navio italiano e outro grego sob comando direto. Pode ainda receber apoio de um navio francês e de mais uma embarcação italiana.
Com o Estreito de Hormuz parcialmente fechado desde ataques dos EUA e de Israel ao Irã, surgiram discussões sobre a possibilidade de usar a missão para garantir livre navegação no golfo. Diplomatas indicam foco em ampliar as capacidades com mais países-membros.
Debate sobre ampliação e Hormuz
Autoridades dizem que o tema central é permitir a participação de mais Estados-membros com novas escoltas, sob o impulso da chefe da política externa da UE, Kaja Kallas.
O chanceler alemão manifestou ceticismo quanto à expansão de Aspides para o Estreito de Hormuz, questionando sua efetividade atual. Analistas veem incerteza sobre a viabilidade de tal manobra.
Fontes oficiais dizem que ainda é cedo para definir se a UE pode atuar em uma coalizão mais ampla. Qualquer mudança no mandato da missão exigiria a aprovação unânime dos 27 membros.
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