- A ministra das Finanças, Rachel Reeves, pediu à Autoridade de Concorrência e Mercados que intensifique ações contra preços de combustível considerados abusivos, em meio a temores de lucros excessivos durante a crise.
- Reeves e o secretário de Energia, Ed Miliband, devem pressionar varejistas de combustíveis e fornecedores de energia em reunião no Downing Street para evitar cobranças excessivas aos motoristas.
- O preço do petróleo tem ultrapassado cem dólares por barril, alimentando preocupações sobre um agravamento da crise do custo de vida.
- Economista alerta que o choque no preço do petróleo pode empurrar o Reino Unido para a recessão, com inflação e menor consumo.
- No Parlamento, o governo encara outras pautas, como acusações de “cobertura” na divulgação de documentos sobre a nomeação de Mandelson e dados oficiais que mostram PIB estagnado em janeiro.
Rachel Reeves pediu à CMA para intensificar a fiscalização contra preços abusivos de combustível, durante reunião com representantes do setor de energia. A medida ocorre em meio a temores de que a guerra no Médio Oriente eleve ainda mais os custos para famílias britânicas.
Em carta à CMA, a secretária do Tesouro afirmou que não tolerará lucros excessivos das empresas diante da crise atual e pediu vigilância constante para reajustes injustificados. O Tesouro informou que Reeves e Ed Miliband devem cobrar distribuidores de combustível em encontro em Downing Street.
O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 o barril, conforme o mercado reage a ataques iranianos a instalações energéticas na região. Analistas destacam risco de piora da inflação e de retração do consumo no Reino Unido caso o choque persista.
Economista-chefe de macroeconomia europeu da T. Rowe Price alertou que o choque pode levar a recessão no país, com inflação alta e menor poder de compra. A nota segue a tendência de recuo do dinamismo econômico no começo do ano, segundo a ONS.
Desdobramentos políticos
O Partido Conservador acusa o governo de um possível encobrimento de documentos relativos à nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA em 2024. A oposição aponta versões divergentes e possíveis lacunas na correspondência publicada.
Dados oficiais mostram a economia britânica com queda ou estática em janeiro, antes da escalada da guerra no Oriente Médio. A ONS confirmou crescimento zero no GDP de janeiro, frente a 0,1% em dezembro.
O premiê Keir Starmer pode enfrentar novas resignações, conforme a publicação de mensagens de WhatsApp do Mandelson. Fontes do governo dizem que a divulgação pode ampliar cobranças sobre a gestão do tema. Starmer pediu desculpas novamente pelo episódio.
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