- Postagens nas redes sociais afirmam que o governo quer taxar entregadores de aplicativo em R$ 10 por entrega; isso é falso.
- A proposta em discussão é regulamentar o trabalho por aplicativos, apresentada pelo deputado Luiz Gastão; a última versão previa mínimo de R$ 8,50 por entrega.
- Não se trata de cobrança tributária; o objetivo é estabelecer um piso de remuneração pelo serviço, não um desconto ao trabalhador.
- O tema esteve em reunião entre ministros e o presidente da Câmara, Hugo Motta, mas houve impasse sobre o valor mínimo e não houve acordo.
- O projeto tramita na Câmara em comissão especial, com o relator Augusto Coutinho mantendo resistência a elevar o valor.
A circulação nas redes sociais de posts que afirmam que o governo Lula pretende taxar entregadores de aplicativo em 10 reais por corrida é falsa. A informação não procede e foi desmentida por autoridades.
A discussão envolve uma proposta de regulamentação do trabalho por aplicativos apresentada pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE). A última versão apresentada em dezembro pelo relator prevê um valor mínimo de remuneração por entrega de 8,50 reais, não um imposto ou taxa adicional.
O contexto: ministros se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, em 10 de março, mas a reunião terminou sem acordo sobre o valor mínimo. Diversos posts vinculam a atuação ao governo, mas alega-se apenas a discussão de um piso para o serviço.
Esclarecimento oficial
A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que não há cobrança de 10 reais por entrega. O objetivo da proposta é estabelecer um piso de remuneração para serviços de entrega, sem descontos diretos ao trabalhador. A tramitação ocorre na Câmara, em comissão especial, com expectativa de votação ainda neste semestre.
Quem está envolvido
A proposta é conduzida pela Câmara dos Deputados, com participação do relator Augusto Coutinho (Republicanos-PE). A ideia é regulamentar o trabalho por aplicativos, visando proteção social, remuneração mais justa e segurança jurídica, sem criar tributos sobre o entregador.
Quando e onde aconteceu
As informações em circulação ganharam força em março de 2026, principalmente após a reunião entre ministros e o presidente da Câmara. O debate ocorre no âmbito do Congresso, com o texto ainda em discussão e sem implementação imediata.
Por que isso é relevante
A discussão busca equilibrar a relação entre plataformas, entregadores e consumidor, com foco em proteção social e remuneração estável. Ainda não houve definição final sobre o valor mínimo, que segue em tramitação na Câmara dos Deputados.
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