- O presidente da Polônia, Nawrocki, vetou a legislação que criaria um mecanismo para gastar 43,7 bilhões de euros em empréstimos da União Europeia para defesa.
- O uso do SAFE enfrenta resistência do governo pró-EU, de Tusk, em meio à disputa sobre a iniciativa Security Action for Europe, no valor de 150 bilhões de euros.
- Nawrocki afirmou que o mecanismo é um empréstimo externo de 45 anos, com juros que poderiam chegar a 180 bilhões de zlotys e poderia fazer Polônia pagar o dobro do valor emprestado; questionou a constitucionalidade e a soberania.
- O governo de Tusk diz que o financiamento barato do SAFE é essencial para a segurança do país frente a uma suposta ameaça da Rússia e anunciará uma resposta em reunião extraordinária de ministros.
- Há uma proposta alternativa de Nawrocki, com apoio do governador do banco central, Glapinski, baseada em lucros não realizados das reservas de ouro para financiar defesa; o governo diz que não tem interesse na ideia, e o Parlamento tende a não aprovar o texto.
Polônia: o presidente Nawrocki vetou a lei que criaria um mecanismo para usar 43,7 bilhões de euros em empréstimos da União Europeia destinados a fortalecer as Forças Armadas, provocando reação contundente do governo.
O choque ocorre entre o presidente nacionalista Karol Nawrocki e o governo pró-EU do primeiro-ministro Donald Tusk sobre a iniciativa Security Action for Europe, avaliada em 150 bilhões de euros. A medida é alvo de intenso escrutínio no Legislativo.
O veto foi anunciado nesta quinta-feira, em Varsóvia, com Nawrocki destacando o custo de longo prazo e a possível violação de soberania ao depender de regras condicionalistas de Bruxelas para liberar recursos.
Contexto político
O governo de Tusk defende a garantia de financiamento barato por meio do SAFE para a segurança nacional diante de uma suposta ameaça russa. Nawrocki questiona a viabilidade e constitucionalidade do esquema.
As lideranças políticas divergem sobre a melhor alternativa de financiamento. Nawrocki e o governador do Banco Central propõem usar lucros não realizados das reservas de ouro para financiar gastos militares, sem explicar apoio parlamentar.
O governo afirma que a proposta de Nawrocki não tem chance de aprovação no parlamento, onde a coalizão de Tusk detém maioria. Um segundo plano, ainda sem detalhes, foi divulgado pelo Executivo para manter o acesso aos recursos do SAFE.
O presidente e o banco central já discutem outra via, enquanto a oposição classifica a iniciativa como instrumento externo que limitará políticas de defesa no país.
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