- O julgamento no TSE sobre Cláudio Castro acende alerta no acordo político com Flávio Bolsonaro e pode levar a reavaliação de desincompatibilização.
- O ministro Antônio Carlos votou pela cassação; Kassio Nunes Marques não confirmou o voto esperado por Castro.
- Há boatos de substituição de Castro por Felipe Curi, caso haja cassação, para reforçar a segurança pública.
- Uma das possibilidades discutidas é antecipar a desincompatibilização de Castro, com indicação ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, abrindo espaço para outro nome no Senado.
- O julgamento foi suspenso após vista de Kassio, com retorno indicado para 24 e 25 deste mês; a ideia é ampliar o prazo com André Mendonça para adiar a retomada.
O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolve o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e pode impactar o acordo político com o senador Flávio Bolsonaro para as eleições estaduais. A análise tramita em meio a tensões entre as lideranças, com sinalização de desconfiança de que o grupo de Flávio tenha “largado a mão” de Castro.
A votação, que influenciaria o cenário eleitoral, contou com o voto adverso de Antônio Carlos, que havia sido visto como favorável à cassação. O ministro é próximo de Kassio Nunes Marques, ligado politicamente a Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência. A decisão elevou incertezas sobre o apoio a Castro.
A espera pelo voto de Kassio era de 30 dias, mas a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, fixou 15 dias. O novo prazo, aceito pelo magistrado, aumentou a frustração de Castro e alimentou a leitura de que o ministro pode estar influenciando o desfecho favorável ou não.
Entre os bastidores, circula a possibilidade de substituir Castro, caso seja cassado, pelo secretário da Polícia Civil, Felipe Curi. A indicação promoveria maior conhecimento de segurança pública e poderia influenciar o ritmo da agenda governista no Rio.
Outra aposta é antecipar a desincompatibilização de Castro e indicar um substituto no TCE-RJ. A manobra visaria assegurar um cargo caso o governador torne-se inelegível e abriria espaço para outro nome na chapa ao Senado.
Em sentido oposto, há quem defenda a permanência de Castro no cargo, o que impediria a substituição de secretários e manteria o foco na gestão. A ala governista teme que o secretário das Cidades, Douglas Ruas, priorize a campanha e comprometa a defesa da atual administração.
O processo no TSE apura suposto abuso de poder político e econômico na contratação de funcionários temporários no Ceperj e na Uerj, usados para fins eleitorais, segundo o Ministério Público Eleitoral. O caso está ligado a admissões para cabos eleitorais.
O julgamento foi suspenso com o pedido de vista de Kassio Nunes Marques. A pauta será retomada nos dias 24 e 25 deste mês, conforme informou a presidência do tribunal. A decisão pode alterar o cenário político para o Rio e para o entorno de Flávio Bolsonaro.
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