- Pablo Marçal filia-se ao União Brasil nesta sexta-feira, 6, com o objetivo de concorrer como deputado federal por São Paulo, ainda que tenha processos de elegibilidade em andamento.
- Ele já foi condenado três vezes pela Justiça Eleitoral de São Paulo pela inelegibilidade; uma das condenações foi revertida, e os demais recursos ainda tramitam no TSE.
- Entre as ações que resultaram em condenação, destacam-se: pagamento de R$ 5 mil por prometer apoio político em troca de doações; condenação pelo “concurso de cortes” que gerou multa de R$ 420 mil por descumprimento de liminar; e condenação por abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação e captação ilícita de recursos.
- Também houve um laudo médico falso atribuindo overdose a Guilherme Boulos, divulgado antes das eleições de 2024; houve acordo com a Procuradoria em fevereiro, com indenização de R$ 5 mil e suspensão de ação por dois anos.
- Além disso, a Justiça já tratou de difamação contra Tabata Amaral e de um episódio de cadeirada com José Luiz Datena, com acordos que encerraram os processos.
Pablo Marçal, empresário e influenciador, filiou-se ao União Brasil nesta sexta-feira, 6. O político já acumula três condenações de inelegibilidade no TRE-SP, resultado de ações relativas à sua candidatura à prefeitura de São Paulo, em 2024. O partido o pretende lançar como puxador de votos, mirando uma vaga de deputado federal por São Paulo. A filiação ocorreu na noite de hoje, em evento na Vila Olímpia, na capital paulista.
Mesmo com as derrotas judiciais, Marçal mantém a esperança de um recurso que permita concorrer no pleito atual até que todos os processos sejam julgados em definitivo pelo TSE. O Estadão apurou que a defesa ainda não respondeu aos pedidos de comentário sobre os casos em tramitação.
Processos na Justiça Eleitoral
Em fevereiro de 2025, o ex-candidato foi condenado por oferecer R$ 5 mil a quem apoiasse sua campanha em troca de votos para a prefeitura. O julgamento, movido pelo PSB e pela coligação de Guilherme Boulos, considerou a prática como crime, mesmo com alegação de inconsistências processuais apresentadas pela defesa.
Em abril de 2025, Marçal recebeu nova condenação pelo que o juiz definiu como “concurso de cortes” entre seguidores, para produzir vídeos favoráveis à candidatura. A decisão também citou descumprimento de liminar que suspendia perfis nas redes sociais e gerou multa de R$ 420 mil por desrespeito à medida.
Em julho de 2025, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve condenação por abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação e captação ilícita de recursos, com alegações sobre distribuição de bonés e pagamentos em troca de divulgação. O caso ainda depende de análise em segunda instância.
Ações de transparência e medidas disciplinares
Entre as acusações, também houve a divulgação de um laudo médico falso atribuindo a Guilherme Boulos uma overdose. O episódio resultou, em fevereiro deste ano, em acordo com a Procuradoria que suspendeu por dois anos a ação e impôs ao ex-candidato o pagamento de R$ 5 mil a uma instituição filantrópica, além de condições de frequência a locais específicos.
Além disso, Marçal se envolveu em polêmicas durante a campanha, incluindo um episódio de difamação eleitoral envolvendo a deputada Tabata Amaral, classificado pela Justiça como crime de difamação. A defesa recorreu em várias frentes, e muitas apelações ainda tramitam no TRE-SP com possibilidade de encaminhamento ao TSE.
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