- Donald Trump anunciou, em postagem no Truth Social, a demissão de Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna.
- A saída ocorre após um período de controvérsias na pasta, incluindo críticas às operações do ICE, incidentes envolvendo detenções e casos de corrupção e má gestão.
- Noem ficou conhecida por ações de propaganda e viagens a locais de detenção, além de controvérsias sobre contratos de publicidade concedidos a aliados.
- O presidente indicou Markwayne Mullin, aliado de Trump, como possível substituto; a nomeação depende da aprovação do Senado.
- Analistas veem a demissão como reflexo da fraqueza política de Trump e do andamento da agenda de imigração, com desafios de financiamento e oposição pública às políticas de DHS.
O presidente Donald Trump anunciou, na quinta-feira, a demissão de Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Nacional. O anúncio foi feito por meio de uma postagem no Truth Social, enquanto Noem fazia um briefing em Nashville.
Segundo a decisão, Noem deixa o DHS após um período conturbado que envolveu críticas a operações do ICE, episódios de violência envolvendo imigrantes e recentes escândalos de gestão e corrupção no órgão. A saída também ocorre em meio a um impasse no financiamento do DHS pelo Congresso.
Trump indicou que Markwayne Mullin, senador do Oklahoma, pode assumir a pasta. A nomeação de Mullin depende de aprovação do Senado, controlado pela oposição (ou pela maioria conservadora), conforme o rito legal para ministros. A expectativa, porém, é de resistência reduzida aos indicados próximos a Trump.
A demissão ocorre semanas após audiências no Senado, nas quais Noem foi criticada por membros do próprio partido. A administração tem enfrentado críticas sobre políticas migratórias e o papel do DHS na condução dessas ações, com protestos e debates intensos no Congresso.
Analistas veem a saída como reflexo da margem de manobra de Trump em meio a quedas de popularidade e à dificuldade de obter apoio legislativo para suas agendas de imigração e segurança. O qualificado desempenho político do governo permanece sob escrutínio, com foco nas consequências para o DHS e as próximas nomeações.
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