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Vazamento de sigilo de Lulinha expõe movimentações milionárias; defesa reage

Vazamento de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva expõe movimentações milionárias, incluindo créditos e transferências a terceiros, enquanto defesa vê crime e promete atuação

Deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) expõe foto do Lulinha durante sessão da CPMI do INSS. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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  • Vazamento de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe movimentações milionárias, incluindo operações envolvendo o pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a reativação de empresas durante o mandato.
  • Publicação foi integrada por veículos como Metrópoles e O Globo, com confirmação de fontes pela Gazeta do Povo; defesa de Lulinha classifica o vazamento como crime grave e promete acionar autoridades.
  • Os registros mostram cerca de R$ 19 milhões movimentados em uma conta em quatro anos, sendo R$ 9,66 milhões de créditos e o restante transferido a terceiros, incluindo Kalil Bittar, investigado por suposto lobby no Ministério da Educação.
  • O maior volume ocorreu em 2024, com R$ 7,2 milhões; em 2025, R$ 3,3 milhões; até 30 de janeiro de 2026, somam-se R$ 205,4 mil; o perfil aponta elevado fluxo de créditos de empresas de Lulinha e aplicações.
  • A apuração ocorre no âmbito da chamada “Farra do INSS”; parlamentares da CPMI do INSS dizem não ter acesso aos documentos, enquanto o STF autorizou a quebra de sigilo em janeiro. A defesa sustenta que as informações citam fontes de renda legais e afirma não haver ligação com as fraudes do INSS.

O vazamento de dados bancários e fiscais de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, expõe movimentações financeiras de alto valor. Os registros revisados indicam entradas e saídas milionárias, com ligações a familiares, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e à reativação de empresas durante o atual mandato. As informações foram veiculadas por Metrópoles e O Globo e confirmadas por fontes próximas ao tema à Gazeta do Povo. A defesa de Lulinha afirmou que o vazamento de dados sigilosos configura crime e prometeu acionar as autoridades competentes.

Consta que uma única conta registrou cerca de 19 milhões de reais em quatro anos, segundo O Globo. Desse total, aproximadamente 9,66 milhões teriam sido créditos, enquanto o restante foi transferido a terceiros, incluindo o empresário Kalil Bittar, que está sob investigação pela Polícia Federal por possível atuação de lobby no Ministério da Educação.

A cobrança de maior movimento ocorreu em 2024, quando 7,2 milhões circularam pela conta. Em 2025, o montante caiu para 3,3 milhões, e até 30 de janeiro de 2026 as transações somavam 205,4 mil. Autoridades classificaram o perfil da conta como predominantemente financeiro, com créditos provenientes das empresas de Lulinha, rendimentos de aplicações e transferências entre pessoas físicas.

Contexto e desdobramentos

As apurações acontecem no âmbito das investigações sobre a chamada “Farra do INSS”, que apura descontos ilegais em benefícios de aposentados. A PF investiga possível relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais investigados. O STF autorizou a quebra de sigilos em janeiro, a pedido da PF, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Parlamentares da CPMI do INSS questionaram o acesso aos documentos, afirmando que a comissão ainda não teve acesso aos dados detalhados. O ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu temporariamente os efeitos da decisão que autorizou a quebra. Há indícios de que as informações divulgadas pela imprensa possam ter vazado durante a investigação, e não pela CPMI.

Defesa e próximos passos

Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que o vazamento de dados sigilosos seria crime e disse que o caso será levado às autoridades. Segundo o documento, a defesa ainda não teve acesso aos documentos mencionados pela imprensa ou recebidos pela CPMI. A defesa também sustenta que os registros citam renda legal, como receitas de empresas próprias e rendimentos de aplicações.

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