- A senadora Elizabeth Warren vai apresentar nesta quinta-feira um projeto de lei para impedir que a fábrica de munição propriedade do Exército dos EUA venda munição de uso militar a civis.
- O objetivo é evitar que parte das munições seja desviada para armamento de cartéis mexicanos e utilizadas em tiroteios em massa nos EUA.
- O projeto, intitulado Stop Militarizing Our Streets Act, tem co-patrocinadores e prevê que fabricantes não vendam armas de uso militar para civis, além de exigir regras mais rígidas de venda.
- A lei também determina que os fabricantes venda apenas a comerciantes que sigam práticas de segurança, como triagem de clientes e histórico de venda com baixa ligação a crimes.
- A fábrica de Lake City, em Independence, Missouri, é dirigida pela Olin Winchester; o Exército tem acordo para vender o que não for comprado pelo serviço no mercado civil, e munição de alta potência já foi ligada a cartéis.
A senadora Elizabeth Warren (Massachusetts) anunciará na quinta-feira a apresentação de um projeto de lei para cortar as vendas de munição de uso militar a civis nos Estados Unidos. A proposta sustenta que parte dessas armas e projéteis tem sido desviada para cartéis mexicanos e empregada em ataques de grande alcance nos EUA.
O objetivo do texto é impedir que a Lake City Army Ammunition Plant, em Independence, Missouri, continue vendendo, para civis, munição de alta potência destinada ao serviço militar. A instalação é administrada pela Winchester, unidade da Olin Corporation.
O que muda com o projeto
A legislação, chamada Stop Militarizing Our Streets Act, conta com o apoio de senadores e deputados e restringe que contratos do Pentágono vendam armas de uso restrito a comerciantes que sigam padrões mínimos de segurança, como verificação de clientes e histórico de venda com menor associação a crimes.
Quem está envolvido
Além de Warren, o texto é coassinado pelo senador Andy Kim e pelos representantes Robert Garcia e Jamie Raskin. O projeto também impõe que vendedores militares operem apenas com distribuidores comerciais que cumpram normas de segurança.
Por que a proposta ganha destaque
A iniciativa ressalta que o estoque de munição não comprado pelo Exército pode ir para o comércio civil, ampliando o risco de uso indevido. Uma investigação do New York Times de 2023 apontou que munição de Lake City foi associada a pelo menos uma dúzia de ataques em massa desde 2012.
Contexto e próximos passos
A Lake City, criada na Segunda Guerra Mundial, é o maior fabricante de munição de rifle para as forças americanas. A empresa não respondeu de imediato a pedidos de comentário. O governo federal não comentou o andamento do projeto até o momento.
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