- Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou que uma eventual CPI do Banco Master iria atingir “meio mundo” e expor um esquema de proporções grandes.
- Segundo ele, o STF tem barrado requerimentos de comissões do INSS e do Crime Organizado, incluindo depoimento de irmãos do ministro Dias Toffoli e a quebra de sigilos de citados.
- O dirigente diz que prefeitos e governos estaduais foram pressionados a investir em títulos e ações do Master, e que há resistência do Senado para abrir a CPI.
- Costa Neto disse ser a favor da CPI e que filiados ao PL poderiam ser atingidos; comentou ainda que as doações do cunhado do banqueiro Vorcaro seriam legais e transparentes.
- O caso Master pode influenciar as eleições deste ano, com negociações sobre a revisão de penas de 8 de janeiro de 2023 e possível acordo para encerrar a CPI.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, disse que uma eventual CPI do Banco Master atingiria “meio mundo” e revelaria um esquema de proporções amplas. Ele afirma que o Congresso atua contra a investigação por temer que ela expanda o alcance das ligações políticas.
Costa Neto indicou resistência do Senado para autorizar a comissão, citando a possibilidade de desdobramentos que envolveriam várias estruturas políticas. Em entrevista à Band, ele afirmou que a investigação tem potencial para abalar o cenário institucional.
Segundo o dirigente, prefeitos e governos estaduais estariam envolvidos na compra de títulos e ações do Banco Master. Ele disse ter recebido relatos de prefeitos pressionados a investir na instituição, o que justificaria a resistência de parte do Senado.
O presidente do PL afirmou que, se instaurada, a CPI poderia revelar vínculos entre diferentes setores da política e do setor público. Ele afirmou que há filiados ao PL que poderiam ser atingidos pela investigação, ressaltando apoio interno à abertura da comissão.
Costa Neto sugeriu que o caso Master pode influenciar as eleições deste ano, dada a abrangência das supostas irregularidades. Ele afirmou ainda que a mobilização pela CPI seria maior entre senadores do que entre deputados, descartando uma investigação mista.
Ele mencionou negociações políticas em torno da medida, incluindo a possibilidade de aprovar a revisão de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 em troca do fim da comissão parlamentar de investigação. A reportagem não confirma esses desdobramentos.
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