- O senador Ralph Babet, do Partido United Australia, recusou aceitar sanção do Independent Parliamentary Standards Commission (IPSC) por posts considerados ofensivos nas redes sociais.
- O IPSC concluiu que ele cometeu duas violações do código de comportamento de 2024 ao usar termos depreciativos, incluindo a N-word, em novembro de 2024.
- O comitê determinou que Babet não cumpriu a sanção de participar de treinamento individual de comportamento no local de trabalho até 20 de dezembro de 2025.
- A comissão também pediu que ele assinasse um acordo de comportamento para evitar linguagem racista, homofóbica ou sexista em redes sociais durante o mandato.
- Reações: o Greens afirmou que o IPSC tem “poucas consequências reais” e a senadora Lidia Thorpe classificou o desfecho como confuso e pouco esclarecedor sobre o funcionamento do órgão.
O senador Ralph Babet, do Partido United Australia, recusou aceitar sanção imposta pelo Independent Parliamentary Standards Commission (IPSC) por posts considerados ofensivos e desrespeitosos em redes sociais. A decisão do IPCS o repreendeu por dois trechos de 2024 no código de conduta.
Segundo o IPTSC, Babet utilizou a palavra PhN-word e termos ofensivos contra pessoas LGBTQ+ e com deficiência em novembro de 2024. O painel de três comissários entendeu que as postagens feriam padrões de conduta no ambiente parlamentar e poderiam prejudicar colegas e funcionários.
A sanção inclui uma obrigação de participar de treinamento presencial de comportamento no local de trabalho, com prazo até 20 de dezembro de 2025. Caso não cumpra, o comissário pode tornar pública a violação e acionar outras medidas.
Babet informou à Guardian Australia que não concorda com a decisão e classificou as recomendações de desproporcionais, além de rejeitar o treinamento exigido como inadequado. O politics report registrou que, na mesma semana, ele já havia sido censurado no Senado por uso inflamatório de discurso de ódio.
A também Parlamentar Lídia Thorpe, que já havia sido censurada, reagiu ao desfecho com críticas à transparência do processo. A Greens enfatizou que o IPSC precisa ter efeito real, apontando falhas no alcance das sanções e no funcionamento do mecanismo de responsabilização.
Autoridades do governo defenderam a independência do IPSC e afirmaram que o órgão atua conforme a legislação vigente. O episódio ocorre em meio a debates sobre a efetividade de sanções parlamentares e a aplicação de regras de conduta entre parlamentares.
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