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Noem não recua ao chamar cidadãos de Minnesota de ‘terroristas domésticos’

Noem não recua de classificar mortos por agentes de imigração em Minnesota como 'terroristas domésticos' durante sabatina no Senado

Kristi Noem at a Senate judiciary committee oversight hearing in Washington DC on 3 March 2026.
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  • Kristi Noem não retratou publicamente declarações que chamaram dois cidadãos mortos por agentes federais de imigração em Minneapolis de “terroristas domésticos” durante audiência no Congresso.
  • O questionamento veio do senador Dick Durbin, que pediu a retratação; Noem disse ter recebido relatos do terreno e afirmou que o cenário era caótico, sem admitir erro.
  • Noem disse acreditar que ainda há cerca de 650 agentes federais de imigração em Minnesota após a redução anunciada; durante a operação Metro Surge houve cerca de 3.000 agentes no estado.
  • A chefe da DHS negou que existam quotas e sustentou que a atuação é “focada” e voltada a ações específicas.
  • O debate ocorre em meio a um projeto de financiamento da DHS emperrado no Congresso, com críticas de democratas e republicanos sobre a atuação de agentes federais na imigração.

O secretário de Segurança Interna, Kristi Noem, manteve suas acusações contra os moradores de Minnesota, afirmando que os dois cidadãos mortos por agentes de imigração em Minneapolis este ano eram considerados domestic terrorists. Ela também disse não acreditar que haja cotas para prisões entre os agentes.

Noem prestou depoimento perante o Congresso pela primeira vez desde os homicídios. Durante a audiência, o senador Dick Durbin questionou se ela iria retratar as acusações feitas sobre Renee Good e Alex Pretti. A secretária não ofereceu retratação.

Ela disse ainda que recebia relatos de campo e que a cena foi caótica, defendendo que não houve informações oficiais de ICE e CBP sugerindo que Pretti era terrorista. Durbin cobrou clareza, questionando se houve erro em alguma afirmação anterior.

Contexto e números da operação

A secretária afirmou que haveria cerca de 650 agentes federais de imigração ainda atuando em Minnesota, após anúncios de redução de operações feitos pelo ex-assessor de Trump, Tom Homan. Anteriormente, durante a operação Metro Surge, o efetivo em Minnesota chegou a cerca de 3.000 profissionais.

Klobuchar questionou o tamanho da presença atual no estado e pediu o retorno ao escopo original prometido. A redução de presença ocorreu em meio a críticas de ambos os partidos sobre a atuação de imigração no estado.

Repercussões e próximos passos

O discurso de Noem ocorreu em meio a críticas à atuação da DHS e a um projeto de lei de financiamento que permanece emperrado no Congresso. Os Republicanos defendem medidas reforçadas, enquanto os Democratas defendem salvaguardas mais rígidas.

Durante a sessão, o presidente do comitê, Chuck Grassley, responsabilizou os Democratas pela paralisação dos recursos à DHS. O debate incluiu ainda questionamentos sobre relacionamento da pasta com assessores da administração anterior.

Um momento de tensão ocorreu quando um manifestante, ex-funcionário da FEMA, interrompeu a audiência para pedir o fechamento da ICE. A intervenção foi interrompida pela segurança e o protesto seguiu sem alterações no rito parlamentar.

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