- O senador Eduardo Girão afirmou que vai insistir na quebra de sigilo de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, no âmbito da apuração do Banco Master.
- Zettel obteve habeas corpus para não depor na CPI do Crime Organizado, sob o argumento de ser investigado e não produzir provas contra si mesmo.
- O objetivo da oitiva é entender a relação familiar e profissional entre Zettel, Vorcaro e o banco, alvo da Operação Compliance Zero.
- Girão criticou decisões do Supremo Tribunal Federal que, segundo ele, atrasariam as investigações, citando ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
- A oposição defende a criação de uma CPMI do Master para apurar irregularidades no sistema financeiro, com apoio de assinaturas no Senado; não houve respostas públicas dos citados.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que vai insistir na quebra de sigilo de Fabiano Zettel, apontado como cunhado de Daniel Vorcaro, no caso do Banco Master. O pedido ocorre no âmbito da CPI do Crime Organizado.
Segundo Girão, Zettel obteve habeas corpus para não depor, por entender que é investigado e tem direito a não produzir provas contra si. A CPI investiga possível lobby ou tráfico de influência envolvendo o banco e agentes públicos.
A ação marca a continuidade da apuração sobre a relação familiar e profissional entre Zettel, Vorcaro e o Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero. O foco é esclarecer eventuais facilitações e pagamentos.
Girão criticou decisões do STF que, na visão dele, dificultariam o andamento das investigações. O senador citou ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, afirmando que haveria interferência nas sessões da comissão.
Conforme o parlamentar, Mendes teria decidido impedir a quebra do sigilo de uma empresa vinculada a familiares de Toffoli, apontada por Girão como ligada ao Banco Master. Ele classificou a decisão como corporativismo.
O senador disse que recorreu da decisão e defendeu a convocação de familiares de ministros para aprofundar as investigações. Também afirmou haver um dever moral de esclarecer supostos crimes financeiros envolvendo quem detém foro privilegiado.
Oposição e governo divergem sobre o formato da apuração. Parlamentares da oposição defendem uma CPMI específica para o Banco Master, com poderes para apurar agentes públicos.
Girão sustenta que apenas a CPI do Banco Master terá plenos poderes para apurar responsabilidades, inclusive de autoridades com foro. Segundo ele, já há número suficiente de assinaturas no Senado.
Ao final, não houve manifestação pública de Gilmar Mendes, Dias Toffoli nem de Fabiano Zettel sobre as declarações. Os demais envolvidos não se manifestaram publicamente até o momento.
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