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CPI do Crime Organizado cancela sessão com Campos Neto e fundador da Reag

CPI do Crime Organizado cancela sessão para ouvir Campos Neto e Mansur, após STF tornar depoimento facultativo e assegurar direito ao silêncio

O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o fundador da Reag, João Carlos Mansur. Fotos: Pedro França/Agência Senado e Divulgação/Reag
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  • A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão marcada para terça-feira, com ouvidas de Roberto Campos Neto e João Carlos Mansur na pauta.
  • O ministro André Mendonça converteu a convocação de Campos Neto em convite, tornando sua presença facultativa.
  • O ministro Flávio Dino assegurou a Mansur o direito ao silêncio, a não assumir compromisso de dizer a verdade e a assistência de advogado, com proteção contra constrangimentos.
  • A defesa de Mansur informou que ele não compareceria e manifestou interesse em remarcar a oitiva; a sessão foi suspensa.
  • O relator confirmou a ausência de Mansur e destacou que a oitiva poderá ser remarcada para a próxima semana; no caso de Campos Neto, não houve vínculo direto com os fatos da CPI, mantendo a o convite.

Após uma série de decisões do STF que afrouxaram a obrigatoriedade de depoimentos marcados, a CPI do Crime Organizado cancelou a sessão prevista para hoje. A oitiva de Roberto Campos Neto e João Carlos Mansur foi suspensa, devido a mudanças no regime de presença.

Na véspera, o ministro André Mendonça tornou a ida de Campos Neto à comissão um convite, facultando sua participação. Na manhã desta terça, o ministro Flávio Dino assegurou o direito ao silêncio a Mansur, incluindo assistência de advogado e proteção contra constrangimentos.

A defesa de Mansur informou à CPI que ele não compareceria e que deseja remarcar o depoimento. O relator Alessandro Vieira confirmou a ausência do empresário, ligado às investigações sobre a Reag, alvo de apuração em duas frentes: operação que envolve lavagem de dinheiro ligada ao PCC e fraude associada ao Banco Master.

Em relação a Campos Neto, a análise do pedido de defesa concluiu pela ausência de vínculo direto com as condutas sob apuração pela CPI, dedicada a investigar atuação de organizações criminosas. Com isso, a convocação foi convertida em convite, mantendo o direito ao silêncio e à assistência jurídica para quem comparecer.

Impacto nas oitivas

A presidência da CPI, Fabiano Contarato, informou que a oitiva de Mansur será remarcada para a próxima semana, com possibilidade de adoção de medidas legais para manter o andamento das investigações. A decisão preserva a continuidade dos trabalhos, sem prejudicar o andamento dos depoimentos já convocados.

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