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Secretária de Careca do INSS nega pagamentos a Lulinha na CPMI

Secretária nega à CPMI ter pago passagens ou entregue dinheiro a Lulinha; investigação mira possível vínculo com o Careca do INSS

Aline Bárbara Mota
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  • Aline Bárbara Mota, ex-secretária do empresário conhecido como “Careca do INSS”, negou ter comprado passagens ou repassado dinheiro a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
  • O depoimento aconteceu na CPMI do INSS, após questionamentos do deputado Rogério Correia sobre supostos pagamentos e entrega de valores.
  • Ela afirmou não saber da origem do dinheiro e disse que, quando foi contratada, foi apresentada como empresária de sucesso, não cabendo questionar a procedência.
  • A CPMI e a Polícia Federal investigam se Lulinha atuou como sócio oculto do “careca do INSS” no âmbito da chamada Operação Sem Desconto, que apura descontos irregulares sobre benefícios.
  • Na semana passada houve votação para quebra de sigilo de Lulinha, seguida de tumulto na sala entre parlamentares do governo sobre a contagem e a forma de votação.

Aline Bárbara Mota, ex-secretária do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, negou ter comprado passagens ou repassado dinheiro a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante depor na CPMI do INSS nesta segunda-feira. Os questionamentos partiram do deputado Rogério Correia, do PT de Minas, que aponta possíveis pagamentos e entregas de valores.

Aline atuou na Secretaria e, depois, como gerente administrativa de empresas ligadas ao Careca do INSS, alvo da Operação Sem Desconto, que investiga descontos associados irregulares sobre benefícios previdenciários. Ela informou que foi contratada como secretária e que não tinha motivação para investigar a origem do dinheiro recebido.

Durante o depoimento, surgiram indícios que colocam Lulinha como foco do inquérito, com a PF e a CPMI buscando esclarecer se o filho do presidente atuou como sócio oculto do investigado. A situação ganhou relevância após a CPMI ter votado pela quebra de sigilo de Lulinha, gerando tumulto na sala de sessão.

Ao longo da sessão, não houve confirmação de que recursos tivessem relação direta com benefícios. Parlamentares do governo questionaram a contagem e o método de votação, o que provocou embate entre as bancadas presentes. A investigação permanece em curso, com análise de documentos e depoimentos adicionais.

Ainda não há definição sobre eventual participação de outras testemunhas ou novas quebras de sigilo. As informações divulgadas apontam para uma instrução processual em andamento, com foco em esclarecer a origem de recursos e eventuais favorecimentos no âmbito da empresa vinculada ao Careca do INSS.

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