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Rotina de Bolsonaro na prisão: 144 atendimentos e 7 h de sono com esportivos

Relatório detalha rotina de Bolsonaro na Papudinha: 144 atendimentos em 39 dias, sete horas de sono e caminhadas diárias, com intensa atividade política

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  • STF negou a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro, com Moraes destacando que o ambiente no Papudinha atende às necessidades e que o atendimento é adequado.
  • Em quarenta dias analisados, Bolsonaro teve 144 atendimentos médicos, dorme cerca de sete horas por noite, realiza caminhadas de aproximadamente um quilômetro ao final do dia sob escolta e assiste a programas esportivos.
  • A perícia aponta comorbidades sob controle, mas aponta alimentação pobre em frutas, verduras e hortaliças, com excesso de ultraprocessados; o relatório afirma que o local tem capacidade para dieta fracionada e assistência adequada.
  • O sono melhorou com o uso de aparelho CPAP, cerca de oitenta por cento, e há recomendações para acompanhamento de médico do sono; refluxo gastroesofágico não está totalmente controlado, com necessidade de medidas comportamentais reforçadas.
  • Houve intensa atividade política na prisão, com trinta e seis visitas de pessoas não da família, além de visitas da esposa e dos filhos; houve assistência religiosa em quatro ocasiões e reuniões com advogados em quase trinta dias. Bolsonaro cumpre pena de vinte e sete anos e três meses em regime inicial fechado.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou o pedido de prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro. O documento traz relatos de relatórios médicos sobre a rotina do ex-presidente no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, para fundamentar a negativa. A avaliação indica atendimento adequado no local.

Entre 15 de janeiro e meados de fevereiro de 2026, Bolsonaro teve 144 atendimentos médicos, médias de quase quatro por dia. O relatório aponta sono de cerca de sete horas, programas esportivos na TV e caminhadas diárias sob escolta, com aproximadamente 1 km por tarde.

Saúde e rotina médica

Segundo a perícia da Polícia Federal, Bolsonaro dorme normalmente entre 22h e 5h, mas costuma acordar às 8h. A manhã inclui café, higiene, leitura e almoço; há ainda um repouso de 20 minutos após o almoço. Caminhadas, sempre com escolta, somam 33 deslocamentos no período.

O batalhão conta com médico da Secretaria de Saúde do DF e uma Unidade de Saúde Avançada do SAMU, em regime 24 horas. A perícia atesta que hipertensão, apneia do sono grave e aderências abdominais estão sob controle clínico e medicamentoso.

Acompanhamento de fisioterapeuta particular ocorre semanalmente, com sessões de acupuntura e alongamento, além de consulta com médico particular, Dr. Brasil Caiado. Ao todo, foram 13 sessões no período analisado.

Alimentação e hábitos

O laudo aponta alimentação com baixo consumo de frutas, verduras e hortaliças, com alto consumo de ultraprocessados e açúcares. Não há prescrição para controle de obesidade, embora haja necessidade de dieta mais equilibrada para as comorbidades. Mesmo assim, o ambiente prisional é informado como apto a oferecer dieta fracionada.

O relatório também descreve o funcionamento intestinal de três a quatro evacuações por semana. Não houve indicação de falha grave nos manejos de alimentação, mas o acompanhamento nutricional foi destacado como importante.

Sono, refluxo e proteção solar

Relatos indicam roncos e despertares frequentes, com melhoria de cerca de 80% na qualidade do sono após uso de CPAP desde fevereiro. Os médicos recomendam acompanhamento com especialista em sono para monitorar SAOS.

Sobre refluxo, há uso contínuo de medicação e cabeceira elevada, mas foram apontadas falhas em medidas comportamentais. O repouso após o almoço e o peso não estão adequadamente controlados para o tratamento gástrico.

A equipe médica orienta proteção solar rigorosa, com filtro solar 30 ou superior, roupas adequadas, chapéu e óculos, além de evitar exposição entre 10h e 16h.

Visitas, atividade política e saúde mental

A decisão de Moraes destaca intensa atividade política na prisão e boa saúde mental. Pinçou 36 visitas de pessoas não da família, além de visitas da esposa, de filhos e de representantes políticos. Entre os visitantes estão governadores, senadores e deputados aliados.

Houve assistência religiosa em quatro ocasiões e reuniões com advogados em 29 dias. O Ministério Público e autoridades de segurança mantêm controle sobre a dinâmica de visitas e atividades.

Condenação e prisão

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado, conforme fixado pelo STF. A negativa da prisão domiciliar levou em conta o conjunto de fatores de saúde, segurança e a avaliação de que o ambiente da Papudinha atende às necessidades do condenado.

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