- O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, afirmou que a Polícia Federal estaria filtrando informações sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro antes de enviá-las ao colegiado.
- Segundo Viana, a triagem teria sido determinada pelo ministro do STF André Mendonça e busca enviar apenas dados relacionados aos empréstimos consignados.
- O senador disse ter recebido a informação sobre a separação de arquivos do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
- Em fevereiro, Mendonça ordenou que as provas das quebras de sigilo fossem compartilhadas com a CPMI, revogando decisão de Dias Toffoli.
- A CPMI questiona a necessidade de filtro e afirma que precisa receber os documentos para investigar, independentemente de vínculos ou condições.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Pode-MG), afirmou nesta segunda-feira que a Polícia Federal está filtrando informações sobre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro antes de repassá-las ao colegiado. A alegação envolve triagem de dados ligados a investigações em curso.
Segundo Viana, a UFMria da PF estaria recebendo orientação de alto escalão para encaminhar apenas documentos que se encaixem no âmbito das apurações da CPMI. O objetivo seria alinhar o material ao foco das investigações sobre descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.
Viana relatou ter ouvido, de fontes internas, que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, participa da triagem. Ele ensinou que o sortimento de arquivos ocorre conforme determinação de autoridades superiores para evitar exposição de informações não relacionadas.
O senador acrescentou que, na prática, a PF está separando os arquivos segundo critérios de relevância para a CPMI. Mesmo assim, afirmou que a CPMI precisa ter acesso aos documentos completos para a investigação, sem distinção de parentesco, posição financeira ou vínculo com os investigados.
Este episódio ocorre dias após decisão tomada pelo ministro André Mendonça, do STF, envolvendo o compartilhamento de provas decorrentes de quebras de sigilo de Vorcaro e do Banco Master com a CPMI. A medida reverteu decisão anterior de Toffoli, que restringia o acesso.
A CPMI já havia solicitado dados de comprovantes, relatórios e documentos sigilosos. A presidência do colegiado sustenta que a análise prévia não consta do despacho do último dia 20 e que o objetivo é assegurar o recebimento dos documentos relevantes à investigação.
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