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Flávio e Lula articulam palanques e indicam prováveis pré-candidatos

Flávio Bolsonaro e Lula definem palanques nacionais; Minas, Rio e São Paulo ganham importância, com foco em governos estaduais e disputas ao Senado

Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)
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  • Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) estão praticamente definidos para a corrida presidencial, com pesquisas recentes apontando avanço de Flávio.
  • O PSD deve lançar um de três nomes para a presidência: Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) ou Ronaldo Caiado (Goiás).
  • Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, também deve entrar na disputa, com o vice Mateus Simões (PSD) já articulando apoio ao governo estadual.
  • Em São Paulo, Lula busca manter Haddad na disputa pelo governo, enquanto as atenções se voltam para possíveis palanques de Simone Tebet (Senado) e Marina Silva (Senado); Tarcísio de Freitas tende à reeleição.
  • No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) deve apoiar Lula para o governo estadual, com Benedita da Silva (PT) cotada para o Senado; no RS, Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) aparecem como pré-candidatos ao Senado, enquanto Luciano Zucco (PL) prepara candidatura ao governo.

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula estão próximos de definir palanques para as eleições de 2026, com pouco mais de sete meses de preparação. As articulações acontecem em estados variados, buscando consolidar pré-candidaturas de peso à Presidência.

Levantamentos recentes apontam ganho de força de Flávio na corrida presidencial, conforme Atlas/Bloomberg e Paraná Pesquisas. O cenário indica que o PSD pode lançar um nome entre Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. Romeu Zema, do Novo, também sinaliza entrada na disputa.

Nomes que aparecem em pesquisas de momento incluem Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão), ampliando o campo de opções para coalizões regionais. O cenário nacional permanece aberto, com várias federações definindo estratégias distintas.

Minas Gerais na mira

Minas é o segundo maior colégio eleitoral e concentra forte movimento de alianças. Zema deve deixar o governo para disputar o Planalto, enquanto o vice, Mateus Simões (PSD), intensifica articulações para o governo mineiro. Nikolas Ferreira, deputado, figura entre os apoiadores da ala bolsonarista.

Lula enfrenta resistência para convencer Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a disputar o governo mineiro. Em entrevista ao UOL, o petista sinalizou que não desistiu do senador, buscando palanque sólido no estado para a reeleição. Minas é estratégico pelo eleitorado e pela posição geográfica.

Pacheco pode atrair parte do eleitorado do sul e do Triângulo Mineiro, segundo analistas. Kassab, presidente do PSD, sugere que Pacheco pode firmar alianças que impactem o mapa mineiro. Com Mateus Simões na jogada, o apoio ao vice pode ficar comprometido.

No âmbito do PL, novas leituras discutem possíveis mudanças de vice para Tarcísio de Freitas, bem como entradas de Flávio Roscoe (Fiemg) na chapa. Ainda, Flávio Bolsonaro sinaliza manter dialogue com lideranças e consulta a Eduardo Bolsonaro antes de decidir.

Haddad e Tarcísio devem reeditar duelo em SP

Em São Paulo, maior colégio eleitoral, Lula quer Haddad na disputa pelo governo, conforme reportagens do UOL, que citam negociação para que o ex-ministro aceite o desafio, ainda que tenha tido resistência inicial. A situação cria um cenário competitivo com Tarcísio de Freitas em foco para a reeleição.

A ministra Simone Tebet entra em campo com a expectativa de disputar o Senado por SP, após acordo com Lula para mudança de domicílio. Marina Silva também pode concorrer ao Senado pela mesma unidade, segundo conversas com o PT. A redução de espaço para candidatos rivais é tema de análise interna.

No governo paulista, Tarcísio mantém chapa sob pressão de aliados para definição de nomes de vice, com nomes como Felício Ramuth e Kassab citados como prováveis composições. Flávio Bolsonaro acompanha as movimentações e avalia cenários regionais.

Rio de Janeiro e região metropolitana

No Rio, Eduardo Paes deve fechar palanque com Lula para o governo estadual, com a vice de Jane Reis (MDB). O MDB sinaliza ficar atento à convenção do partido, a ser realizada em breve, antes de consolidar o apoio regional.

No PT, Benedita da Silva aparece como candidata ao Senado, com ajustes de aliança no estado. O palanque envolvendo Paes pode facilitar a atuação de Lula no Rio, enquanto o plano para o Senado fluminense avança.

Com Paes no palanque, o governo do Rio conta com a chapa de Douglas Ruas (pré-candidato ao governo) e Rogério Lisboa (PP) para compor o eixo estadual. Cláudio Castro (PL) planeja disputar o Senado após renunciar ao cargo, abrindo espaço para outras candidaturas locais.

Sul e Nordeste

No Paraná, Gleisi Hoffmann anunciou que disputará o Senado, com apoio do PT. Em Santa Catarina, o PL confirmou Carol de Toni como candidata ao Senado para equilibrar a chapa diante de pressões internas do partido. Em RS, Sanderson e Van Hattem têm pré-candidaturas ao Senado, com Zucco (PL) compondo o arco governista.

No Nordeste, Ciro Gomes (PSDB) sinaliza candidatura no Ceará, ainda sem definição de cargo. Camilo Santana, atual ministro da Educação, mantém a aposta no governo do Ceará, sem abandonar o posto como líder político influente no estado. Em Pernambuco, Lula avalia palanques isolados entre Raquel Lyra e João Campos.

Bolsonarismo e o Senado

O Senado se torna alvo central para o bolsonarismo, com planos de formar uma bancada relevante, incluindo possíveis candidaturas de Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e outros nomes no Distrito Federal. O objetivo é chegar a uma quantidade expressiva de vagas, mirando 40 cadeiras, segundo comunicações internas da família Bolsonaro.

O movimento ocorre em meio a reuniões no Complexo da Papuda, onde Bolsonaro acompanha as negociações de perto, mantendo diálogo com aliados nacionais sobre as chapas para o Senado. Acoalização com Centrão e outros partidos é discutida para ampliar o alcance eleitoral.

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