- O neto de Ruhollah Khomeini, Hassan Khomeini, pode ganhar protagonismo entre clerics na escolha de quem substitui o AI Ayatollah Ali Khamenei como Líder Supremo, após a morte dele em ataque envolvendo EUA e Israel.
- Khamenei, aos 86 anos, foi morto; a pergunta sobre quem ocupará o cargo ganhou urgência entre os religiosos e políticos iranianos.
- Hassan Khomeini é visto como moderado dentro do establishment islâmico e mantém ligação próxima com reformistas, incluindo os ex-presidentes Mohammed Khatami e Hassan Rouhani.
- Ele exerce papel simbólico como guardião do mausoléu de seu avô, em Teerã, e nunca ocupou cargo no governo; alguns o veem como rival dos hardliners, especialmente Mojtaba, filho de Khamenei.
- Houve apoio entre políticos de oposição à linha dura após protestos de janeiro, com alguns defendendo um substituto moderado para reforçar a República Islâmica diante do dissenso.
Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, Ayatollah Ruhollah Khomeini, pode ganhar destaque nas decisões sobre quem substituirá Ayatollah Ali Khamenei como Líder Supremo. A possível morte de Khamenei, aos 86 anos, em ataque entre EUA e Israel, acelera o tema da sucessão.
Khomeini, de 53 anos, é o mais visível entre os 15 netos do Ayatollah e é visto como moderado pela estrutura clerical iraniana. Ele exerce papel simbólico ao cuidar do mausoléu do avô, em Teerã, e nunca ocupou cargo governamental.
Dentro do Irã, alguns políticos o veem como rival aos hardliners que ganharam força sob Khamenei, especialmente seu filho Mojtaba. A ideia de um sucessor moderado ganhou impulso após protestos que atingiram o país neste início de 2026.
Perfil público e posição política
Khomeini tem histórico de defesa de reformas, mantendo lealdade ao regime após a revolução de 1979. Em 2021, criticou o Conselho Guardian, órgão responsável pela triagem de candidatos, após veto a reformistas.
Ele também pediu responsabilização após a morte de Mahsa Amini, em 2022, vinculada à repressão de manifestações. Ao mesmo tempo, apoiou medidas do governo durante protestos de dezembro e janeiro, segundo reportagens da época.
A conexão de Khomeini com o establishment inclui críticas a protestos, que foram vistos por alguns como apoio a ações do governo. Ele mantém laços próximos com as Forças Revolucionárias Iranianas, apesar de defender posicionamentos reformistas em temas civis.
Trajetória e relações
Khomeini já foi alvo de avaliação para disputar a Assembleia de Especialistas, cargo que escolhe o Líder Supremo. A possibilidade foi inicialmente aprovada por Khamenei, mas ele acabou disqualificado pelo Conselho Guardian.
Com formação clerical e fluência em árabe e inglês, ele também é lembrado por interesse em filosofia ocidental e tendências de liberalização social. Casado com Sayyeda Fatima, tem quatro filhos.
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