- O presidente da Argentina, Javier Milei, fará um discurso ao Congresso neste domingo para apresentar as linhas gerais da segunda metade do seu mandato e as novas reformas.
- O foco do Executivo será definir prioridades para o próximo ano, incluindo medidas previdenciárias, fiscais, penais e eleitorais, segundo Milei, que define seu governo como o mais reformista.
- Internacionalmente, Milei mantém alinhamento com Estados Unidos e Israel e apoiou a ação dos dois países contra o Irã, além de renovar acusações sobre o atentado contra a AMIA em 1994.
- O mandato tem sido marcado por avanço em reformas, como a Lei de Modernização Trabalhista, orçamento aprovado, regularização de poupanças em dólares e redução de certas penalidades penais, com apoio de governadores da oposição.
- A gestão aponta queda da inflação e superávit fiscal nos últimos dois anos, mas enfrenta críticas sobre impactos no consumo e desemprego, enquanto a popularidade oscila.
O presidente argentino, Javier Milei, fará neste domingo 1º de mês um discurso ao Congresso para apresentar as linhas gerais da segunda metade de seu mandato e indicar as próximas reformas do seu projeto libertário. A fala está marcada para as 21h, no horário de Brasília.
A partir do pronunciamento, Milei definirá as prioridades do Executivo para o ano, com foco em propostas previdenciárias, fiscais, penais e eleitorais. O governo se apresenta como o que chama de “o governo mais reformista da história”.
O mandatário chega a este novo ciclo após 2025 de turbulência, com denúncias de corrupção envolvendo funcionários e episódios de instabilidade cambial. A vitória nas eleições legislativas de outubro ampliou a presença dele no Parlamento para avançar o programa.
Na sexta-feira anterior, o Congresso aprovou uma reforma de flexibilização trabalhista, apesar da oposição sindical, que já convocou várias greves gerais desde o início do governo em dezembro de 2023. O tema divide apoiadores e críticos do projeto.
Relações internacionais
Milei mantém alinhamento próximo aos Estados Unidos e a Israel, apoiando também Donald Trump. No fim de semana, o presidente celebrou ações de Washington e Jerusalém contra o Irã e reiterou acusações sobre participação iraniana no atentado à AMIA em 1994, de acordo com analistas.
Para o cientista político Pablo Touzón, o governo teve dois grandes suportes em 2025: o respaldo financeiro de Washington e o ganho eleitoral nas legislativas, quando o partido A Liberdade Avança obteve cerca de 40% dos votos, fortalecendo a base governista.
Situação econômica
Segundo a consultoria AtlasIntel, Milei apresenta boa imagem pública, com 41,5% de aprovação e 55,3% de rejeição. Em 2025, a inflação caiu, com queda relevante em comparação ao pico de 2023, e o país registrou superávit fiscal por dois anos consecutivos.
Entretanto, o ajuste econômico teve custos: desaceleração do consumo, maior abertura de importações e fechamento de milhares de empresas, com perda estimada de empregos segundo fontes sindicais. A economia nacional cresceu cerca de 4,4% em 2025, puxada pela agroindústria e pelo setor financeiro.
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