- O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, informou ao Coaf sobre o pedido de quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e pediu cinco dias para enviar as informações.
- O requerimento foi aprovado na última quinta-feira, 26, e há tensão entre oposição e governo sobre o prazo de entrega.
- A base do governo acredita que o prazo é curto demais e espera celeridade de Davi Alcolumbre para se pronunciar sobre o assunto.
- A votação simbólica gerou confusão na CPMI, com a sessão interrompida e a TV Senado deixando de transmitir o vídeo.
- Além de Lulinha, a CPMI aprovou outros requerimentos contra Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e ex-parlamentares investigados.
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, informou ter comunicado o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre o pedido de quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O requerimento foi aprovado pela comissão na quinta-feira (26) e o prazo para envio das informações é de cinco dias, segundo Viana.
A decisão ocorreu em sessão marcada por protestos do governo durante debate que se arrastou na noite de ontem. Segundo integrantes da CPMI, o objetivo é esclarecer suspeitas de fraude no INSS envolvendo o filho do presidente Lula. O núcleo de governo avalia que o prazo é curto para cumprir integralmente.
Na mesma reunião, a CPMI aprovou outras requerimentos contra ex-sócios do Banco Master, ex-parlamentares e investigados pela PF em esquema de descontos associativos. Também houve menção à presidente do Palmeiras, Leila Pereira, entre os alvos de diligências.
O clima na sessão foi tenso, com interrupções e troca de acusações entre oposição e governo. Membros da base governista sustentaram que a votação foi simbólica e que houve participação de 21 congressistas. A oposição aponta fraude na contagem e anunciou recurso à presidência do Senado.
Após o tumulto, governistas buscaram uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar reverter a decisão. Em nota, o gabinete da presidência informou que o tema passa pela análise institucional do regimento e que caberá ao presidente decidir se o recurso é cabível.
O presidente da CPMI afirmou que todos os requerimentos aprovados foram formalizados e encaminhados sem atraso, mantendo o funcionamento da comissão com transparência e observância legal. O desdobramento envolve ainda o andamento de procedimentos de sigilo e de documentos solicitados.
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