- Trump declarou a “era de ouro da América” no discurso sobre o estado da União, destacando a economia com inflação menor, recordes no mercado, cortes de impostos e queda nos preços de medicamentos.
- Questionado sobre o custo de vida, o discurso não resolveu a controvérsia; pesquisas mostram aprovação da gestão em baixa, com 36% segundo a Reuters/Ipsos, e economia desacelerando no último trimestre.
- Trump culpou Biden pelos preços elevados, mas não apresentou planos claros para o Irã; a situação externa recebeu menos atenção no discurso.
- Houve confronto com democratas na Câmara sobre imigração, incluindo exclamações de Trump contra críticos e incidentes envolvendo parlamentares, como uma acusação de Ilhan Omar.
- Assentos vazios na plateia e foco restrito em política externa marcaram o momento, com pouca menção a Ucrânia, China ou à Groenlândia, e sem clareza sobre novas medidas tarifárias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proclamou a inauguração da “era de ouro da América” durante o discurso sobre o estado da União, realizado na noite de terça-feira, no Congresso. O tom foi de defesa de legado econômico, em meio a queda de apoio popular e pressão de republicanos pela majority no Congresso.
Trump dedicou a primeira parte do pronunciamento à economia, afirmando que a inflação recuou, o mercado atingiu recordes, foram assinadas reduções fiscais e os preços de medicamentos caíram. A leitura teve poucos ataques diretos à oposição.
Ele culpou o antecessor Joe Biden pelos preços altos, mas as sondagens indicam que eleitores atribuem maior responsabilidade à gestão atual da economia. O discurso ocorreu com assentos democratas vazios no plenário.
Contexto econômico e avaliação pública
O Chefe da Casa Branca repetiu que a inflação está em queda, porém apontou inflação de itens básicos como alimentos e moradia. Dados divulgados recentemente mostraram desaceleração econômica menor que o esperado.
Pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou aprovação de 36% à gestão econômica de Trump. O contexto político aponta para as eleições de novembro, quando todas as cadeiras da Câmara e parte do Senado estarão em disputa.
Política externa e imigração
No capítulo externo, Trump citou a diplomacia como prioridade para evitar conflito com o Irã, embora não tenha apresentado planos claros. Ele mencionou o fim de várias guerras, com pouca menção a Ucrânia.
Sobre imigração, o tom foi duro, com acusações aos democratas por não financiar o Departamento de Segurança Interna. A retórica de combate ao fluxo migratório manteve-se, sem detalhar medidas novas.
Repercussões e incidente no plenário
A sessão mostrou tensão entre apoiadores e opositores, com momentos de confronto entre Trump e legisladores democratas. One político demostrou desacato ao ser retirado, em meio a debates acalorados sobre políticas de segurança interna.
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