- Ministério Público do Rio de Janeiro reabriu a investigação sobre a suposta prática de rachadinha no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL).
- Caso havia sido arquivado em 2024, mas a PGJ entendeu que o arquivamento foi prematuro e determinou novas diligências.
- A apuração apura desvio de recursos por meio do fracionamento de salários de assessores; além de Carlos, 25 pessoas são citadas no processo.
- Relações entre provas antigas e novas diligências devem esclarecer padrões de movimentações financeiras dos investigados.
- A reabertura não implica denúncia nem condenação contra Carlos Bolsonaro; trata-se de retomada de diligências para esclarecer pontos pendentes.
O Ministério Público do Rio de Janeiro reabriu a investigação sobre a suposta rachadinha no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro, do PL. A medida ocorre após o arquivamento anterior ser considerado prematuro e ter sido encaminhado à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada. A mudança visa aprofundar a apuração.
A apuração envolve desvio de recursos públicos por meio do fracionamento de salários de assessores parlamentares. Além de Carlos Bolsonaro, 25 pessoas aparecem como investigadas no procedimento. Funcionários já foram citados em denúncias anteriores; o próprio ex-vereador não ficou incluído entre os denunciados naquela ocasião, por falta de indícios suficientes.
Novo andamento da investigação
Relatórios anteriores indicaram que parte das provas não foi analisada de forma completa. A nova fase visa validar evidências existentes e esclarecer padrões de movimentações financeiras dos investigados. A tramitação na primeira instância foi mantida pela Justiça diante da inexistência de prerrogativa de foro à época.
Contexto político
Carlos Bolsonaro atuou como vereador no Rio de Janeiro por sete mandatos consecutivos, entre 2000 e 2020, quando renunciou. A apuração em curso busca esclarecer possíveis desvios que, segundo o MP, poderiam atingir valores expressivos ao longo de vários anos. Em outras ocasiões, ele afirmou confiar nos funcionários e negou integralidade das acusações.
Situação atual
A reabertura não implica condenação nem denuncia formal contra Carlos Bolsonaro. O objetivo é retomar diligências para esclarecer pontos considerados pendentes pela Procuradoria-Geral de Justiça. Novas oitivas e coleta de provas devem compor as próximas etapas.
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