- A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos irmãos de Dias Toffoli, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, e do banqueiro Daniel Vorcaro por ligação com o Banco Master.
- Também foi aprovado convite para ouvir o ministro Dias Toffoli, o ministro Alexandre de Moraes e a esposa dele, Viviane Barci; a participação não é obrigatória.
- Entre os convocados estão sócios da Maridt Participações, ligada ao Toffoli, que detinha cotas de um resort no interior do Paraná vendidas a um fundo ligado ao Master; houve quebra de sigilos.
- Foram aprovados ainda requerimentos para ouvir antigos sócios do Banco Master, Fabiano Zettel e Paulo Henrique Costa, entre outros; Costa é investigado por aprovação de compra de carteiras de crédito sem lastro.
- A comissão sinaliza ligações entre Reag Trust, Arleen e operações investigadas pela Carbono Oculto, levantando questionamentos sobre origem de recursos e possível lavagem de dinheiro.
A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos irmãos do ministro Dias Toffoli (STF) e do banqueiro Daniel Vorcaro para depor, em razão de ligações com o Banco Master. A comissão também aprovou convites para ouvir o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, que não são obrigados a comparecer.
Entre os convocados estão José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro, sócios na Maridt Participações, que detinha cotas de um resort no interior do Paraná vendidas a um fundo ligado ao Master. A sessão também autorizou a quebra de sigilos da empresa.
O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a comissão avança em investigações com base em operações financeiras e estruturas de investimento envolvendo o fundo Arleen, administrado pela Reag Trust, que comprou parte das cotas do resort.
A Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apurou relações de lavagem de dinheiro com o PCC; aponta ainda que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, seria o único cotista do fundo citado.
Também foram aprovados requerimentos para ouvir antigos sócios do Banco Master, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima, além de Fabiano Zettel e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, pela compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master sem lastro.
No caso de Toffoli, houve decisões incomuns na condução da relatoria. A imprensa informou ligações entre a empresa dos irmãos e Toffoli, reconhecidas após a PF localizar contatos dele com Vorcaro em celulares do banqueiro. Toffoli deixou a relatoria em 12 de fevereiro; o caso passou a Mendonça.
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