- O senador Eduardo Girão, do Novo, fez um discurso direto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cobrando responsabilização pela inércia do Congresso no caso Banco Master.
- Ele pediu a instalação imediata de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a suposta maior fraude financeira da história, com apoio de 51 dos 81 colegas.
- Girão também solicitou impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal envolvidos no escândalo, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
- O senador afirmou que Alcolumbre é o principal responsável pela desmoralização do Senado e disse que o prazo para agir já se esgotou.
- O caso envolve a perda de 400 milhões de reais do fundo de previdência do Amapá investidos no banco; Girão mencionou ainda contratos de 129 milhões de reais ligados ao escritório da esposa de Moraes.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) confrontou publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante a sessão desta terça-feira (24). O alvo foi a omissão do Congresso diante do caso Banco Master e a cobrança pela instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suposta maior fraude financeira da história. Girão pediu ainda a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Girão afirmou que a CPI é inegociável e afirmou ter apoio de 51 dos 81 senadores. O senador cearense cobrou transparência e responsabilização do Senado, indicando que o país espera respostas do Legislativo. Alcolumbre ouviu o discurso sem reagir, segundo apuração da imprensa local, mesmo diante de cobranças diretas sobre a gestão da Casa.
Ao longo da intervenção, o parlamentar relembrou promessas de transparência feitas por Alcolumbre em 2019 e citou controles internos, como o sigilo de informações sobre visitas de um empresário ligado ao banco, que teriam gerado controvérsia. Girão afirmou que o requerimento da CPI está parado há meses na Mesa, sem manifestação do presidente.
Repercussões e foco político
O discurso ocorreu no momento em que Girão, pré-candidato ao governo do Ceará, vem adotando posicionamentos firmes contra o que chama de passividade do Senado diante de escândalos. O tema também contou com a participação de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, que vinculou as denúncias a governos anteriores. Girão respondeu que levará o tema às últimas consequências para que a CPI seja aberta, seguindo o objetivo de esclarecer irregularidades do banco.
O caso envolve ainda contratos com o escritório ligado a familiares de ministros do STF, citado pela imprensa. O episódio é apontado como potencial conflito de interesses e motivo para aprofundar a investigação parlamentar. Girão reforçou a necessidade de apurar todas as irregularidades e não aceitar atalhos para adiamento de investigações.
Sobre Eduardo Girão
Empresário de atuação em segurança e hotelaria, Girão tem 52 anos e trajetória marcada pela defesa de pautas conservadoras. Foi eleito senador em 2018 e atua com foco em combate à corrupção e em propostas de ordem pública. Este ano, confirmou pré-candidatura ao governo do Ceará, recebendo apoio de aliados de direita.
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