- O presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta, sinalizou prioridade para a tarifa zero no transporte público e criou uma comissão especial no dia 23.
- A ideia é discutir fontes de financiamento e modelos para viabilizar a gratuidade nas tarifas.
- A medida ocorre em paralelo a estudos do governo sobre um novo modelo nacional de transporte público.
- Além da tarifa zero, Motta tem pautas como a suspensão da jornada 6×1, regulamentação de motoristas por aplicativo e a PEC da Segurança Pública, com a reforma administrativa perdendo espaço.
- A aproximação com Lula é vista como tentativa de construir uma agenda positiva e pode influenciar alianças políticas na Paraíba.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou que vai priorizar a discussão da tarifa zero no transporte público. A medida ganhou força no governo federal e deve ocupar espaço na agenda eleitoral deste ano. A criação, na segunda-feira 23, de uma comissão especial para tratar do tema é vista como parte de um movimento de aproximação entre Motta e o presidente Lula (PT).
Motta passou a defender a instalação de um colegiado voltado a discutir fontes de financiamento e modelos para viabilizar a gratuidade das tarifas. A iniciativa ocorre em paralelo ao interesse do Planalto em estruturar um novo modelo nacional de transporte público, com estudos conduzidos pelos ministérios da Fazenda e das Cidades para avaliar a viabilidade econômica da proposta.
A mudança de tom do presidente da Câmara ocorre em um contexto de busca por pautas de maior apelo popular. Além da tarifa zero, Motta tem priorizado propostas como a revisão da escala de trabalho 6×1, a regulamentação de motoristas por aplicativo e a PEC da Segurança Pública. Temas como a reforma administrativa, porém, têm perdido espaço na pauta recente.
Com a comissão especial prevista para ser instalada nos próximos dias, a discussão sobre tarifa zero deve ganhar tração nas próximas semanas e se consolidar como uma das principais frentes legislativas do ano.
Nos bastidores, congressistas veem o gesto como uma tentativa de construir uma agenda positiva para o Legislativo e reduzir o desgaste político em ano eleitoral. A aproximação com Lula também tem impacto regional, sobretudo na Paraíba, onde alianças entre o grupo de Motta e o PT são consideradas estratégicas para a disputa.
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