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Lula volta ao Brasil para definir Haddad, EUA e articulações no Congresso

Lula retorna a Brasília para definir Haddad na Fazenda, viabilizar encontro com Trump e avançar na agenda de fim da jornada 6x1 no Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi um dos integrantes da comitiva que passou por Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. Na foto, o ministro cumprimenta o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung. — Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula retorna a Brasília, após passagem por Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes, para definir o papel de Haddad na Fazenda, alianças eleitorais e palanques.
  • Haddad permanece resistente a candidatura e é pauta de pressão interna para disputar o governo de São Paulo, além de participar das discussões sobre o fim da jornada 6×1.
  • Lula vai a Washington para encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em março, com quatro temas prioritários na pauta: minerais críticos, combate ao crime organizado, tarifas e América Latina.
  • Governo avalia enviar um projeto próprio para o Congresso para reduzir a jornada de trabalho ou apoiar uma proposta já em tramitação, buscando celeridade na aprovação.
  • Nos bastidores, Lula trabalha alianças estratégicas, com Tebet cotada para eventual vaga no Senado e aproximações para compor chapas em estados-chave; desincompatibilização de ministros permanece prevista até quatro de abril.

Luiz Inácio Lula da Silva retorna ao Brasil após uma viagem à Ásia e aos Emirados Árabes. No retorno, o presidente pretende definir o papel de Haddad na disputa eleitoral, confirmar a ida aos EUA para encontro com Trump em março e alinhar as articulações no Congresso, especialmente sobre a agenda da Fazenda e o fim da jornada 6×1.

Haddad acompanhou Lula na viagem para Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes. O ministro da Fazenda tem resistido a disputar o governo de São Paulo, mas enfrenta pressão interna para abrir palanque e alianças. O governo também discute quem deve liderar o palanque estadual.

A agenda de Lula prevê um conjunto de prioridades para o equilíbrio entre governo, alianças políticas e o Palácio do Planalto, com foco em decisões que possam impactar a aprovação de medidas no Congresso ainda neste primeiro semestre.

Encontro com Trump em Washington

A segunda reunião presencial entre Lula e Donald Trump está prevista para março, em Washington. A data exata ainda depende de ajuste com a Casa Branca, mas a ideia é realizar o encontro na segunda quinzena do mês.

Fontes da diplomacia apontam que a comitiva brasileira deve ter representantes de Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública, Fazenda, Desenvolvimento e a Polícia Federal. Haddad, que acompanha o tema, participa dessas articulações.

Entre os temas a serem discutidos estão minerais críticos, combate ao crime organizado, tarifas e a continuidade de negociações com produtos brasileiros afetados por tarifas, além de assuntos na América Latina.

Fim da jornada 6×1

Nos próximos dias, Lula deve conversar com os ministros envolvidos para decidir se enviará um projeto próprio ao Congresso ou apoiará propostas em tramitação sobre a redução da jornada de trabalho 6×1. A pauta é apontada como prioridade do governo.

Até a passagem pela Ásia, a ideia era encaminhar uma PEC para extinguir a escala, mas há avaliação de que um projeto com urgência pode tramitar com mais celeridade. O presidente orientou cautela e critérios rigorosos nas tratativas.

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