- O advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, teve dados fiscais sigilosos acessados de forma ilegal pela Receita Federal, apuração mantida em sigilo e relacionada ao rastreamento de vazamentos envolvendo ministros do STF.
- Além dele, a mulher do ministro Alexandre de Moraes e uma ex-enteada de Gilmar Mendes teriam tido dados consultados irregularmente; estima-se que cerca de cem pessoas tenham sido atingidas.
- Quatro servidores foram alvo de busca e apreensão; entre eles estão Ricardo Mansano de Moraes, que foi demitido, e Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos.
- Os suspeitos foram proibidos de exercer função pública, de ingressar em órgãos ligados à Receita e ao Serpro, e tiveram passaportes retidos; Ruth Machado dos Santos alega estar no atendimento no momento do suposto acesso.
- A Polícia Federal também intimou Kléber Cabral, presidente da UnaFisco, para depor; a defesa de Mansano negou envolvimento e afirmou a idoneidade do servidor.
O advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, teve dados fiscais sigilosos acessados de forma irregular pela Receita Federal. A apuração envolve ainda a mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e uma ex-enteada de Gilmar Mendes. A confirmação parcial veio com o rastreamento solicitado por Moraes e apurado no inquérito das fake news, aberto em 2019.
A operação conta com a PF e envolve quatro servidores da Receita. Além de Rodrigo Fux, aparecem Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos. Eles foram alvo de busca e apreensão e estão impedidos de atuar em funções públicas, além de terem passaportes retidos.
A investigação aponta que dados de cerca de cem pessoas teriam sido acessados indevidamente. O STF não se manifestou sobre as novas revelações. O inquérito corre sob sigilo, com a finalidade de identificar origens de eventuais vazamentos de informações de membros do tribunal e seus familiares.
Detalhes sobre os envolvidos
Ricardo Mansano de Moraes, ex-auditor da Receita, foi demitido recentemente e admitiu aos investigadores ter acessado dados por acidente, ao confundir identidades. Mansano passou a usar tornozeleira eletrônica, e a defesa contesta envolvimento em irregularidades.
Outra linha de apuração envolve a ex-enteada de Mendes, cuja situação também tem sido acompanhada pela PF. A defesa de Mansano sustenta a idoneidade do servidor, destacando carreira sem registro de faltas.
Desdobramentos na esfera pública
A PF intimou Kléber Cabral, presidente da UnaFisco, para depor. Cabral afirmou que o STF utiliza a Receita para desviar o foco da crise envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação envolve ainda dados de familiares de ministros.
A Receita informou que os sistemas são rastreáveis e que qualquer desvio pode ser detectado e punido. A apuração prossegue para esclarecer quem acessou os dados e com qual finalidade. Dados adicionais serão divulgados conforme o andamento das investigações.
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