- Edinho Silva disse que a investigação do caso Banco Master precisa ocorrer, mas sem politização ou uso das apurações como instrumento de luta política.
- A Câmara pretende seguir a ordem dos pedidos de CPI; no Senado, o tema aguarda andamento, com pressão de governistas e oposição por apuração.
- Além do Banco Master, há propostas de rever a autonomia do Banco Central e de discutir mudanças no Fundo Garantidor de Créditos.
- Edinho afirmou que é possível discutir reformas para o sistema financeiro, mantendo a credibilidade da instituição.
- O presidente Lula e o PT já criticaram a atuação do Banco Central no passado, mas, com Gabriel Galípolo no comando, o tom tem sido de apoio ao trabalho da autarquia.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, criticou a chamada “partidarização” das investigações sobre o escândalo do Banco Master e defendeu o debate sobre a autonomia do Banco Central, que tem sido usado para sustentar a apuração das supostas irregularidades do grupo. A fala ocorreu em meio a tensão entre parlamentares da base governista e da oposição.
A bancada se divide entre apoiar ou não a criação de uma CPI ou CPMI para investigar a crise provocada pela liquidação do Banco Master. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que seguirá a ordem cronológica de pedidos de CPI, enquanto no Senado o tema continua em compasso de espera sob a liderança de Davi Alcolumbre (União-AP).
Edinho também destacou a necessidade de discutir alterações na autonomia do BC sem desprezar a credibilidade da instituição. O tema envolve mudanças no Fundo Garantidor de Créditos, que foi fortemente afetado pela crise do Master, segundo o mandatário petista.
Mudanças na autonomia do BC e instrumentos de fiscalização
Ainda segundo Edinho, reformas são fundamentais para deixar o sistema financeiro mais alinhado aos interesses da sociedade, sem abrir mão da credibilidade do BC. Ele citou a importância de debates responsáveis e de evitar a politização das decisões.
Historicamente, o governo tem mantido críticas ao BC, com declarações de que a instituição dialoga com o mercado. Com a chegada de Gabriel Galípolo à presidência, o tom inicial diminuiu, mas o tema permanece em discussão entre autoridades e parlamentares.
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